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Homenagem a Deus

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terça-feira, janeiro 24, 2012 by

(Ontem seria o dia no qual eu teria minha cerimônia de formatura. Mas Deus acabou colocando outras coisas no caminho, e aí tive que fazer uma opção muito importante. Havia escrito este texto para ser lido durante a cerimônia. Bem, fica aqui como uma bela recordação e como sinceras palavras de agradecimento Àquele que me sustentou durante 5 anos no curso de Física na UERJ.)

            Bem, considerando que este momento se trata de uma homenagem a alguém, partimos do princípio de que, se é um alguém, é real e, logo, por merecer esta honra, se faz digno de tudo o que está acontecendo aqui, neste espaço , nesse instante de tempo t que marca um momento especial em nossas vidas.
            Deus real, presente e criativo. Estamos aqui hoje, gratos por nos permitir, através da ciência, compreender um pouco – ou um tanto – daquilo que Você criativamente arquitetou. Tantas constantes de proporcionalidade, aproximações, funções, teoremas, modelos e postulados para tentar entender a perfeição da criação do Ser Perfeito: que é Você.
Obrigado pelo intelecto, pois foi através dele que eu e com certeza outros também pudemos Te conhecer mais ou, pelo menos, vislumbrar a grandeza que Você é: um ser maior que o Universo, mas perfeito o bastante para morar em nossos imperfeitos corações.
            Quando as pessoas falam de Deus, algumas delas te definem como amor. De fato, Você é amor. Deus é amor. Amor que obedece às leis de conservação: é pra sempre, nunca acabará. Nós vivemos Deus. Respiramos Deus. Nossa essência é o amor, Ele.  E é por isso que também agradecemos pelo amor que recebemos de Você ao longo de todos estes longos anos, através de outros adoráveis humanos que Você colocou em nossas vidas. Obrigado pelo seu cuidado, pois foram – e são – muitos os riscos aos quais estamos sujeitos. Só Você sabe de tudo pelo qual realmente passamos. Foram guerras externas e internas, e, mesmo desacelerados pela força da vontade de desistir, Você conseguiu transformar todo caos em cosmos e, de uma forma que ninguém poderia explicar Você diminuiu a entropia de nossos corações e mentes. E hoje estamos aqui.
            Creio que Você tenha sido lembrado muitas vezes nessa nossa caminhada, nos nosso momentos de desespero, nos quais nos sentimos incapazes diante de tantos livros, integrais bizarras, prazos e provas impossíveis. É, às vezes só lembramos de Você nos momentos mais punks... Mas, é muito bom saber que em todos os momentos Você se importou com a gente quando estávamos mal e quando estávamos bem. Saboreamos de diversos sentimos: fé, tristeza, alegria, esperança, tensão, alívio... Quando paramos e olhamos pras páginas que foram viradas, podemos suspirar e então tirar a conclusão mais incontestável que podemos ter: “é, tudo foi no seu tempo certo, e esse é finalmente o meu momento”.
            Que nesse dia, vocês, formandos e amigos aqui presentes, possam refletir sobre a ilustre pessoa que está a receber está homenagem que nesse momento prestamos. Ele que esteve presente em todo tempo, até agora, e sempre. Que a fé que nos moveu até aqui possa continuar nos movendo, que Ele, como um vetor, nos direcione ao sairmos desta Universidade com nossos diplomas e seguirmos nossas carreiras.
            E está é a minha humilde homenagem ao convidado mais especial dessa noite, que agora sorri mega feliz lá das alturas e do fundo de nossos corações. Deus, essa festa toda e sua também. Muito obrigado!

Sanderson A. Moreira (31/07/11)


Conexão: l'innizio [Progetto Italia 2012]

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domingo, janeiro 08, 2012 by

[Postando com um dia de atraso, my bad!]

Mântova,


     Sete de janeiro de dois mil e doze. Os acordes iniciais de Amsterdam, do Coldplay, adentram os meus ouvidos. Desde a última terça-feira meu mundo não é o mesmo. Holanda passou rápida em uma curta tarde fria e de sol timidamente gentil. Milão foi em um piscar de olhos e quando me vi já estava em Mântova, após umas boas três horas no carro. Não tenho muito a falar sobre estes três dias. É apenas o início. Foram ótimos dias. Mas só de pensar que isso é apenas o começo, eu fico já pensando na dor que será quando tiver que partir dessa cidade. De certo vou ficar cada vez mais apaixonado por tudo isso.
Até agora temos focado na parte transcultural, que é o startpoint de tudo. Como nos conectar com pessoas de uma cultura tão diferente da nossa e tão diferente da que as pessoas imaginam ser. Estamos no norte da Itália e é muito diferente da realidade do sul, em inúmeros aspéctos. Logo, não estamos com a galera do elenco da novela de época do horário das 21h da TV. É diferente. Como ir a estas pessoas sem ir contra a sua cultura? Como mergulhar na cultura e estar com eles?
     O dia hoje foi muito bom, mas ainda tenho por dificuldade a língua. É de conhecimento de quase todos esse meu lado relacional. Eu amo me relacionar com as pessoas, estar com elas, conversar, trocar idéia, me conectar. No entanto, para isso, a linguagem é essencial. E, bem diferentemente de como foi na Holanda, aqui a galera não curte o Inglês. Não falam, mesmo. Isso me deixou mega desorientado. Me retraio muito quando estou diante de alguém que está falando italiano. Creio que eu posso sim estabelecer uma comunicação - por mais básica e simples que seja - e interagir com a pessoa, mas, eu fico tímido, as palavras não saem, penso em inglês, mas fico calado e não falo, nada, hesito, droga. Bem, isso me incomodou muito hoje, mesmo. Mas eu sei que Deus sabe de todas as coisas, e eu peço a Ele para que me dê a oportunidade de melhorar a minha comunicação na língua italiana. Eu aprecio muito este idioma e quero mesmo, muito mesmo, conversar com essas pessoas, interagir e falar sobre assuntos espirituais com elas. Quero poder ganhar sua confiança e assim estabelecer um relacionamento, mesmo que esporádico. Quero conhecer também irmãos cristãos da igreja local em Mântova. É conexão. Conexão. Conexão é tudo. O frio tem sido vencido gradualmente com o uso constante e indispensável de roupas de inverno. Elas são amigáveis. Não sinto ainda saudades do Rio de Janeiro e do seu sol quente. Quero aproveitar as cores, os ares e as formas dessa terra. Sei que há muito que está por vir nessa jornada, e este muito não caberá em centenas de fotos, souvenirs, postagens ou videos. Um mês diferente, numa terra diferente, trazendo algo diferente e verdadeiro; lidando com uma gente do velho Mundo que precisa do Novo.

Sanderson A. Moreira


2012...?

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sexta-feira, novembro 20, 2009 by

Ahhhh.... Menos uma prova. Não aguentava mais ver sólidos cristalinos e férmions na minha frente. Física Quântica é bizarro. E o triste é que não entendi nada de Física Nuclear. Em janeiro, firme e forte com os livros na mochila, rs [nossa, que alegria.... UERJ é fogo...]. Bem, estou cansado e confesso que sedento por logar no MSN, mas pelo visto, vou ter que atualizar o Windows Live, pois ele tá de pirraça aqui, teimando em querer um update... Enfim...
Ontem assisti 2012. Achei legal, mas senti falta de algo. Talvez mais sobre os maias e profecias. Talvez que o filme reconhecesse de fato a falibilidade humana - a gente sempre consegue dar a volta por cima nos roteiros hollywoodianos -, que chega um momento no qual nós nada podemos fazer. Faltaram falar das regiões árticas. Os meios de telecomunicação tb não pararam de funcionar totalmente...(?) Acho que as catástrofes não deveriam acontecer todas ao mesmo tempo, mas sim de forma gradual. Senti-me confuso em meio a tantos elementos incluidos no filme: comédia, ação, drama, romance, Jesus! Não, não tinha Jesus, rs, mas, meu Deus, tanta coisa em um filme! Mas achei legal o filme.

mundo 20122012 foi tema de discussão da galera do Alfa e Ômega UERJ nessa semana, no nosso quebra gelo (nomezito das nossas reuniões, que servem pra quebrar o gelo da árdua rotina universitária). E quem vos escreve foi o mediador do bate-papo. Eu dei uma boa pesquisada sobre o assunto. Na verdade, eu já tava pesquisando sobre 2012 no início do ano, quando vi comentários sobre o assunto, em algum forum na internet a respeito do cd Design Your Universe, do Epica. Bem, não vou entrar em detalhes... É muita coisa e o filme não mostra uma boa porcentagem do que se fala sobre o tema. Profecias e calendários maias, Nostradamus, fortes radiações solares, alteração de campos magnéticos do planeta, tsunamis, intensas atividades sismicas, índios Hopi, Einsten e as abelhas... Enfim, tem muita coisa além dos belos efeitos especiais que aparecem no filme e que convergem um só ponto: o fim. Mas, o que é fim?
Para uns, o fim é o ponto final, o limite, a queda após o apogeu, assim como ocorreu com as antigas civilizações pré-colombianas. Para outros, o fim pode ser a antecipação de um novo início, um novo ciclo, como os próprios maias pensavam.
Independente de profecias antigas, sabemos que o fim é certo. Pode o mundo acabar em 2012, ou em 2020 ou em outra época vindoura qualquer, não importa: um dia vamos todos morrer. Pode ser devido às catástrofes naturais ou devido à doenças, velhice etc, não importa como: a nossa natureza física perecerá.
E isto me leva a pensar que a nossa vida não está limitada só a nossa existência terrena. Há algo além disso que vivemos aqui, de nossas experiências boas ou ruins aqui neste mundo. O nosso fim aqui, não é o nosso fim.
E fica bem claro que nossa vida é muito breve. Precisamos aproveitar da melhor maneira possível a nossa breve vida aqui. Precisamos viver em prol do que irá contar também no que virá depois do ponto x. Investir no que é eterno durante a finidade da nossa vida.
Assim com na Física Quântica, somos partículas em um estado energético de vida curta, e logo vamos transitar para um estado energético de vida longa... Mto longa... (Δt)

"The future is as certain as life will come to an end / What time feels like a burden, we struggle with our certain death" - Epica, refrão de "Beyond Belief"