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Blame it on Boltzmann

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quinta-feira, maio 16, 2013 by



I just feel like trapped in a sea of lost ones
Minds bound to a multitude of sensless speeches
Letters which took place of numbers and words
and sound like silence for some
and screams for many ones.

(... But all I hear is his voice and a machine working somewhere not so far from here...)

The only entropy I feel is inside my mind
The more he writes on the blackboard, the less I understand,
the less I see sense in staying here

Locked away,
Persisting in vain
Since it is not what I really planned for me
My mind ain't a pretty bird
supposed to be in jail
Kept from flying, kept from living

I want to know places
these equations would never let me go
I want to taste flavors
this bitterness keeps me from
I want to see colors
that can't be fit on this rude blackboard
I want a kind of freedom
no earthly thing could give to make me whole.

Sam


Contemplação

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terça-feira, julho 03, 2012 by


Abro os olhos
Absorvo o mundo
E suas cores
E suas nuances
Miríade de imagens
Feitas ora de ondas,
ora corpúsculos.

Com espírito galileano
Contemplo Luna em seu eterno reinado
Banhado pelo esplendor do grande-Rei
Em torno do qual dançam seus súditos alados

E ao despertar,
Hipervelozes
Os raios da aurora
Adentram minhas janelas;
Um mundo d’ouro contemplo,
Há vida lá fora, eu vejo

N’águas plácidas dos muitos prantos
Contemplo um rosto em encantos
Pergunto-me “por quê te admiras?
Já disto não sabia Euclides?”
Não, disto não me pergunto...
Me pergunto, “porque tal é teu pranto
se as trevas e a dor já se foram?
Oh, homem de triste semblante!
Quem és tu?”

E então, ao tocar a face abatida
desfaz-se a imagem d’alma ferida
E, sem mesmo os pensares
de Snell ou Descartes
Entendo, por fim
Que o semblante
O qual contemplo
Pertence a alma
Que estes versos escreve.

E vai-se a claridade
E toda glória do Rei
Eis Luna, alva majestade
A estes olhos encantar outra vez.


                                                            Sanderson Moreira


Calmaria de Maio

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quarta-feira, maio 09, 2012 by

Degusto a breve sensação de paz pós tormenta. Faz uns dois anos que não sentia isso. Bastaram alguns estados quânticos e equações de Schrödinger para que as minhas engrenagens enferrujadas voltassem a operar em full-mode. Bem, mais incrível do que ter conseguido estudar todas aquelas demonstrações e ainda ter entendido a associação entre a matemática dos bra e kets e a realidade, foi ver que, apesar dos temores, ainda é possível, há vigor, há garra. É bom saber que ainda posso duelar. Graças a Deus. Agora, quero aproveitar essa breve - e quão breve - paz que se instaurou nessa quinta-feira passada sobre o meu reino para me inspirar com alguns filmes, terminar a leitura de alguns livros, escrever mais e, claro, dar asas curtas à #vidaloucaesã. Entende-se por este termo a vida de estar com amigos a qualquer momento, onde quer que seja, não importa o que seja, de uma maneira edificante. Assim o fiz semana retrasada, em Niterói com alguns amigos. Foi bem legal. É bom ter a experiência de passar um fim de semana de maneira atípica, na companhia de pessoas com as quais podemos rir, cantar, zoar, orar e chorar. Queria pelo menos um fim de semana destes por mês.
É bizarro já pensar que essa breve atmosfera de quietude logo logo estará prestes a extinguir-se. Assim são todas as coisas boas, como se nunca pudessem encontrar lugar aqui neste espaço-tempo corruptível, como as viagens de Sal Paradise perdendo sua mágica com o aproximar de cada outono.
Esse será um outono-inverno nostálgico, e eu posso cheirar isso nas canções de brit-rock hipnotizantes, nos ventos que varrem as ruas do subúrbio, na minha ora-sempiterna sede de meter o pé na estrada e conhecer cantos.
Bons têm sido os dias cinzentos e frescos. 
Reforçam minhas lembranças da Europa.

Sam


Pensamentos de Mentes Turbulentas

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segunda-feira, março 26, 2012 by

"Na espera pela comemoração de aniversário de um amigo. Inicio um estudo sobre a estrutura formal da Mecânica Quântica. Interrompo uma leitura sobre os operadores no espaço de Hilbert e atento-me para as guerras ideológicas impressas na estrutura de madeira da escrivaninha em que me encontro. Confissões de uma triste vida, com um sorriso triste. Alguém lhe sugere mudança de perspectiva de vida. Outros sugerem a fé em Jesus. Frases batidas de teóricos parecem conflitar com comentários religiosos. Conflito indireto. Guerra fria. Pensamentos de mentes turbulentas. Foi a primeira biblioteca aberta que achei pelo campus nesta noite. É estranho estar estudando Mecânica Quântica na biblioteca de Ciências Sociais. Me sinto assim, estranho.
Olho pro celular e faltam 5 minutos para as 20:30. Preciso descer. Muitas letras e demonstrações passaram sem a devida atenção ante meus olhos. Um dia ainda "re-tento" entender tal "Teorema da Completeza". Digo, não só a estrutura matemática, mas, a ideia da coisa, se é possível. Tá na hora de descer."

Sam (26/03/12, aprox. às 19:50)


Homenagem a Deus

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terça-feira, janeiro 24, 2012 by

(Ontem seria o dia no qual eu teria minha cerimônia de formatura. Mas Deus acabou colocando outras coisas no caminho, e aí tive que fazer uma opção muito importante. Havia escrito este texto para ser lido durante a cerimônia. Bem, fica aqui como uma bela recordação e como sinceras palavras de agradecimento Àquele que me sustentou durante 5 anos no curso de Física na UERJ.)

            Bem, considerando que este momento se trata de uma homenagem a alguém, partimos do princípio de que, se é um alguém, é real e, logo, por merecer esta honra, se faz digno de tudo o que está acontecendo aqui, neste espaço , nesse instante de tempo t que marca um momento especial em nossas vidas.
            Deus real, presente e criativo. Estamos aqui hoje, gratos por nos permitir, através da ciência, compreender um pouco – ou um tanto – daquilo que Você criativamente arquitetou. Tantas constantes de proporcionalidade, aproximações, funções, teoremas, modelos e postulados para tentar entender a perfeição da criação do Ser Perfeito: que é Você.
Obrigado pelo intelecto, pois foi através dele que eu e com certeza outros também pudemos Te conhecer mais ou, pelo menos, vislumbrar a grandeza que Você é: um ser maior que o Universo, mas perfeito o bastante para morar em nossos imperfeitos corações.
            Quando as pessoas falam de Deus, algumas delas te definem como amor. De fato, Você é amor. Deus é amor. Amor que obedece às leis de conservação: é pra sempre, nunca acabará. Nós vivemos Deus. Respiramos Deus. Nossa essência é o amor, Ele.  E é por isso que também agradecemos pelo amor que recebemos de Você ao longo de todos estes longos anos, através de outros adoráveis humanos que Você colocou em nossas vidas. Obrigado pelo seu cuidado, pois foram – e são – muitos os riscos aos quais estamos sujeitos. Só Você sabe de tudo pelo qual realmente passamos. Foram guerras externas e internas, e, mesmo desacelerados pela força da vontade de desistir, Você conseguiu transformar todo caos em cosmos e, de uma forma que ninguém poderia explicar Você diminuiu a entropia de nossos corações e mentes. E hoje estamos aqui.
            Creio que Você tenha sido lembrado muitas vezes nessa nossa caminhada, nos nosso momentos de desespero, nos quais nos sentimos incapazes diante de tantos livros, integrais bizarras, prazos e provas impossíveis. É, às vezes só lembramos de Você nos momentos mais punks... Mas, é muito bom saber que em todos os momentos Você se importou com a gente quando estávamos mal e quando estávamos bem. Saboreamos de diversos sentimos: fé, tristeza, alegria, esperança, tensão, alívio... Quando paramos e olhamos pras páginas que foram viradas, podemos suspirar e então tirar a conclusão mais incontestável que podemos ter: “é, tudo foi no seu tempo certo, e esse é finalmente o meu momento”.
            Que nesse dia, vocês, formandos e amigos aqui presentes, possam refletir sobre a ilustre pessoa que está a receber está homenagem que nesse momento prestamos. Ele que esteve presente em todo tempo, até agora, e sempre. Que a fé que nos moveu até aqui possa continuar nos movendo, que Ele, como um vetor, nos direcione ao sairmos desta Universidade com nossos diplomas e seguirmos nossas carreiras.
            E está é a minha humilde homenagem ao convidado mais especial dessa noite, que agora sorri mega feliz lá das alturas e do fundo de nossos corações. Deus, essa festa toda e sua também. Muito obrigado!

Sanderson A. Moreira (31/07/11)


Aeternitas

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quinta-feira, dezembro 01, 2011 by

Há um mundo que excede o pensar,
uma vida diferente, num outro lar
onde as peças bizarras
do quebra-cabeça cotidiano
se encaixam,
se casam
e como os pontos de Seurat,
assim visto aos longe,
fazem sentido
completo, preciso.
Os olhos falham ao enxergar
por trás da cortina de léptons e quarks
e o coração pulsa por nada,
por matéria que um dia se acaba.
Oportunidade perdida
a de não se apaixonar eternamente
pelo teu Arquiteto, oh!
Tragédia certa será
ao lado dEle não estar,
na casa feita pra ti
pr'onde se mudariam
amanhã,
depois daqui,
num passeio sem volta
sem fim:
além do campo de estrelas luzentes
e noites de luas crescentes;
onde os lábios não beijam
e só a alma toca,
onde os olhos, obsoletos,
agora cegos não choram,
não assim, não mais
no outro mundo.


by Sanderson Moreira (01/12/2011)


Corpo Negro *

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segunda-feira, maio 30, 2011 by

Absorver
o amor
da fonte:
Teu coração;
amor em ondas;
radiação.
e eficazmente
reemiti-la
toda
para o Mundo
todo
todo amor:
Você.

by Sanderson Moreira


*corpo negroé um corpo ideal o qual é um perfeito absorsor e também, um perfeito emissor de radiação eletromagnética (luz ou calor). Toda a radiação absorvida é emitida, da mesma forma.


Physique

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segunda-feira, julho 12, 2010 by

      Esse surgiu de uma forma especial. Foi em uma das aulas que tive no Instituto de Física da UERJ, uma disciplina que trata sobre Ensino de Física. A professora pediu uma criação nossa, e lá fui eu me meter na idéia de fazer um poema. E com algumas ajudadas da minha querida amiga Glaucita e mais alguns reajustes e inspirações em casa, tem-se isto:


"Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte", de George Seurat

Ponto, reta e espaço
Do micro faz-se o macro
pontos e pontos:
retrato
como células num corpo
são os átomos

A Ciência no ser,
no viver, no respirar
Nos planetas de Galileu
e nas telas de Seurat*

Entrópica realidade;
A vida e suas variáveis;
sem leis, provas ou teorias.
Apenas se vive.

Mas nela vejo tanta ciência,
tanta beleza...
E tem gente que ainda diz que não...!

Ciência de acordes e tons,
dos mui terabytes,
incertezas, nãos e "por quês"

Movimento, carga, calor,
partículas com cor e sabor
luz, ondas, quanta
quanta coisa!
quanto saber!
Física não é mera equação
é a essencia, do ser, o coração
que pulsa a natureza
e faz-nos perceber
que nada é certeza
nem mera coincidência.

George Seurat foi um dos principais artistas do Pontilhismo, uma técnica artística de pintar quadros usando minúsculos pontos de cores primárias sobre a tela. Dá um efeito lindo. Pura Óptica. Pesquisem sobre. Fiquei encantado com isso! E também, porque é tema do meu seminário pra essa semana, hahaha!