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Calmaria de Maio

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quarta-feira, maio 09, 2012 by

Degusto a breve sensação de paz pós tormenta. Faz uns dois anos que não sentia isso. Bastaram alguns estados quânticos e equações de Schrödinger para que as minhas engrenagens enferrujadas voltassem a operar em full-mode. Bem, mais incrível do que ter conseguido estudar todas aquelas demonstrações e ainda ter entendido a associação entre a matemática dos bra e kets e a realidade, foi ver que, apesar dos temores, ainda é possível, há vigor, há garra. É bom saber que ainda posso duelar. Graças a Deus. Agora, quero aproveitar essa breve - e quão breve - paz que se instaurou nessa quinta-feira passada sobre o meu reino para me inspirar com alguns filmes, terminar a leitura de alguns livros, escrever mais e, claro, dar asas curtas à #vidaloucaesã. Entende-se por este termo a vida de estar com amigos a qualquer momento, onde quer que seja, não importa o que seja, de uma maneira edificante. Assim o fiz semana retrasada, em Niterói com alguns amigos. Foi bem legal. É bom ter a experiência de passar um fim de semana de maneira atípica, na companhia de pessoas com as quais podemos rir, cantar, zoar, orar e chorar. Queria pelo menos um fim de semana destes por mês.
É bizarro já pensar que essa breve atmosfera de quietude logo logo estará prestes a extinguir-se. Assim são todas as coisas boas, como se nunca pudessem encontrar lugar aqui neste espaço-tempo corruptível, como as viagens de Sal Paradise perdendo sua mágica com o aproximar de cada outono.
Esse será um outono-inverno nostálgico, e eu posso cheirar isso nas canções de brit-rock hipnotizantes, nos ventos que varrem as ruas do subúrbio, na minha ora-sempiterna sede de meter o pé na estrada e conhecer cantos.
Bons têm sido os dias cinzentos e frescos. 
Reforçam minhas lembranças da Europa.

Sam


Meias Palavras

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sábado, março 24, 2012 by


Palavras;
não as temos mais para dizer
Silêncio
e caixas de texto em branco |

Você me pergunta como estou
Com meias palavras respondo:
Tenho a vida,
Tenho a fé,
Tenho a ciência,
E estes corações a amar.

Estou trilhando o caminho.

Talvez não vivendo mais para ser amado,
Ou sequer lembrado
pelos alguéns dos ontens
Tampouco, levado a esquecê-los
ou sentir decepção.
- eis-me pros outréns dos hojes.

...And so it is...
Eu cresci,
Eu entendi;
É que a vida é mesmo assim.

Sam (07/03/12)


Presentes de um Verão

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quarta-feira, fevereiro 23, 2011 by



     Estou cansado. Não da vida, mas do dia. É certo que permaneci praticamente 3/4 do dia sentado, dentro de uma sala incrivelmente fresca - digo incrivelmente porque é quase impossível encontrar-se num recinto decentemente refrescado com esse tempo quente e um tanto incômodo que faz aqui no Rio, com seus mais de 40 graus... - e com pessoas que considero um tanto especiais. A ocasião não era das mais agradáveis: uma reunião de planejamento semestral do Alfa e Ômega. Muitos planos, algumas ligeiras mudanças, expectativas, coragem e ousadia em arriscar, com uma pitada de medo do inesperado. Mas apesar de todo cansaço, fomos abençoado por uma serena chuva caindo dos escuros céus, lá pras 21h. Incômoda? Nenhum pouco. Os cariocas estão como desertos sedentos por água, e essa chuva veio a calhar. E logo, logo os dias de verão estarão acenando seu adeus. Um verão mais que especial para mim, no qual tornei-me um apaixonado por dias claros e quentes - mas sinto tanta falta agora dos dias cinzentos e frescos... -, no qual vivi experiências imcompráveis e inigualáveis, conheci pessoas que em mim se enraizaram de tal maneira e que agora habitam no meus pensamentos, lembranças e são causadoras das manifestações mais sentimentais do meu ser (isso tudo é o que os humanos chamam de coração) - e pela as quais tenho sentido saudades constantes -, passei por grandes aprendizados dados pelo grande Mestre, e pude investir um mês - que usualmente era voltado para viagens familiares e reencontro com queridos amigos - em algo que vai ecoar por toda Eternidade e transformar de forma impactante vida de pessoas. Um verão dos mais incríveis. As férias mais dinâmicas que já tive. E quando penso que isso tudo foi algo muito louco, surpreendente, inesperado, só consigo pensar que coisas mais incríveis estão por vir, nos próximos meses, nas próximas férias, nos próximos verões. Você para, pensa, mede, calcula, e vê que o resultado é apenas um grande início. Foi o preparo de um solo, que precisou ser bem adubado e arado para as sementes. Algumas já foram plantadas e com o tempo virão as primeiras flores e seus respectivos frutos. Ainda haverá mais espaço para mais sementes. E tudo que mais quero é poder estar pronto para colhê-los e comê-los, alegrando-me e festejando essa grande colheita.
     Logo vem o outono, e é de praxe o calor das coisas se esgotar. São características as folhas caindo, o tempo esfriando e a rotina a imperar. Quero carregar dentro de mim tudo isso que pude experimentar mas mantendo sempre a efervescência e o calor vivo do meu verão incrível. Que não seja apenas o calor de janeiro ou fevereiro, pois estações e meses passam, deixando apenas lembranças que serão apenas memórias e nada mais do que isso, nada mais do que memoráveis momentos mortos. Não quero ver os meus presentes de verão dentro de um baú (ou caixão) de memórias e saudades. Quero-os vivos, com seu calor próprio, tão próprio que se mostrem tão vivos mesmo nos mais gélidos dos dias de inverno. Tangíveis e visíveis, não apenas na história, no passado, mas no futuro. Algo que ainda me inspire, me dê animo e me faça seguir com os meus ideais, alinhado à Visão.
     Eu entendo que esses presentes não vieram do vazio, não foram criados pelas mãos do acaso ou que vieram apenas para serem vividos em um determinado momento e ponto final. São coisas que fazem parte de uma história que não vai se encerrar com o fim deste verão. Repercutira nos verões seguintes, nos dias mais rigorosos de inverno ou em meio as quedas mais bruscas do outono. A Pessoa deu os presentes, eu os guardo e farei muito uso deles. Todas as emoções, sentimentos e experiências não foram apenas frutos do calor do momento, do calor de janeiro/fevereiro. É um calor que não se esgotará; mais energético que a toda radiação do Sol e mais vivo que o seu brilho ofuscante. Um calor que vai me energizar a cada passo dessa minha vivência, me fará viver coisas novas e serão a base de uma estrutura toda.
     Presentes em forma de gentes, presentes em forma de sorrisos, de momentos em que pude testemunhar o encontro dos desconhecidos com o Aquele que mais me conhece, a Pessoa, o Verbo e o Amor outrora encarnado [e pra sempre vivo]. Presentes em forma de trilhas, Piracicaba, Urca, praia, MAC, conversas, planos, amizade, mãos amigas. Momentos que não se limitam a serem rotulados de passeios ou mero lazer. Irmãos juntos, amigos compartilhando, vivendo na sintonia dEle, de Quem nos presenteou.
     Presentes pra sempre presentes...
     E foi tudo isso dentro de um verão só...