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Presentes de um Verão
1quarta-feira, fevereiro 23, 2011 by Sanderson Moreira
Logo vem o outono, e é de praxe o calor das coisas se esgotar. São características as folhas caindo, o tempo esfriando e a rotina a imperar. Quero carregar dentro de mim tudo isso que pude experimentar mas mantendo sempre a efervescência e o calor vivo do meu verão incrível. Que não seja apenas o calor de janeiro ou fevereiro, pois estações e meses passam, deixando apenas lembranças que serão apenas memórias e nada mais do que isso, nada mais do que memoráveis momentos mortos. Não quero ver os meus presentes de verão dentro de um baú (ou caixão) de memórias e saudades. Quero-os vivos, com seu calor próprio, tão próprio que se mostrem tão vivos mesmo nos mais gélidos dos dias de inverno. Tangíveis e visíveis, não apenas na história, no passado, mas no futuro. Algo que ainda me inspire, me dê animo e me faça seguir com os meus ideais, alinhado à Visão.
Eu entendo que esses presentes não vieram do vazio, não foram criados pelas mãos do acaso ou que vieram apenas para serem vividos em um determinado momento e ponto final. São coisas que fazem parte de uma história que não vai se encerrar com o fim deste verão. Repercutira nos verões seguintes, nos dias mais rigorosos de inverno ou em meio as quedas mais bruscas do outono. A Pessoa deu os presentes, eu os guardo e farei muito uso deles. Todas as emoções, sentimentos e experiências não foram apenas frutos do calor do momento, do calor de janeiro/fevereiro. É um calor que não se esgotará; mais energético que a toda radiação do Sol e mais vivo que o seu brilho ofuscante. Um calor que vai me energizar a cada passo dessa minha vivência, me fará viver coisas novas e serão a base de uma estrutura toda.
Presentes em forma de gentes, presentes em forma de sorrisos, de momentos em que pude testemunhar o encontro dos desconhecidos com o Aquele que mais me conhece, a Pessoa, o Verbo e o Amor outrora encarnado [e pra sempre vivo]. Presentes em forma de trilhas, Piracicaba, Urca, praia, MAC, conversas, planos, amizade, mãos amigas. Momentos que não se limitam a serem rotulados de passeios ou mero lazer. Irmãos juntos, amigos compartilhando, vivendo na sintonia dEle, de Quem nos presenteou.
Presentes pra sempre presentes...
E foi tudo isso dentro de um verão só...
Category amizade, chuva, dias cinzentos, presentes, Projeto de Verão, ser humano
Pandora e as pessoas "não-mais" especiais
8sábado, julho 17, 2010 by Sanderson Moreira
Essa semana foi uma semana normal, pelo menos, estava sendo. Há pouco senti-me como se um vácuo estivesse se apoderando de meu interior. Um vazio súbito. Catei todas as minhas filosofias desta semana e calhei a mergulhar nelas novamente. O resultado de uma semana toda foi uma sexta-feira gris, frustrada e que deveria ser um dia mais feliz mas que não foi. Afinal, é aniversário de uma das pessoas mais especiais pra mim, um dos amigos mais preciosos que tenho. Mas, mesmo assim, isso não foi possível.
Ontem a noite eu filosofava a respeito das pessoas especiais. Ouso dizer que, tenho perdido o medo de dar delete no status "especial/vip" de algumas pessoas na minha vida. Foi um processo. Tem sido um processo. Não tem sido doloroso, mas sim natural. Para mim, antigamente, se uma pessoa era denominada por mim como especial, ela deveria ser especial pra mim pra sempre. Quando eu via que isso não iria ocorrer, eu me entristecia e me culpava. Logo, rotular pessoas, com quaisquer que sejam os rótulos, tornou-se uma tarefa difícil e desafiadora para mim. Com o tempo perdi o medo de rotular algumas como amigos e mesmo assim já foi difícil. Ontem parei para olhar algumas das últimas páginas da minha vida. Deparei-me com alguns capítulos densos e desagradáveis de serem lidos, mas, mesmo assim, tive que lê-los. Vi que algumas pessoas só ficaram na história; hoje, elas são apenas meras lacunas. Pessoas que outrora chamei de especiais. Vi que estava acabando por deletá-las da minha special list. Bem, isso não me doeu muito, mas meses atrás só de pensar que isto estava por acontecer inevitavelmente, eu já sentia as dores. Acho hoje que, tais pessoas tiveram o seu momento de especiais. Hoje elas não são. Já foram. Logo, não cabe mais o emprego desse rótulo sobre elas. Mas confesso ser triste. Poderiam ter perdido esse título de uma forma mais amena, e não da forma como as coisas tem acontecido. Não tenho mais medo de ter talvez errado ao chamá-las de especiais. No momento, eu as achava sim. Hoje, nem tanto. Ou melhor, elas são especiais no passado, mas o status não perdurou com o decorrer do tempo. Só me falta achar um novo status para dar a elas.
Hoje foi tenso. Me deram nota errada em uma disciplina, não achei o professor ao tentar solucionar esse problema, não fiz praticamente nada hoje, não pensei em coisas legais, as músicas que ouvi foram as mesmas, tive que passar a sufocante situação de ignorar pessoas não mais especiais pra mim - essa perda de status se deu de uma forma desagradável -. De bom, só o cinza do dia. Um dia sem sabor, sem cor, sem momentos expoentes. O que me doeu mais foi com relação as pessoas. Penso em como elas podem te ignorar facilmente. Apesar de tudo, elas não falam mais com você. Na verdade, acho que existe uma lei ou princípio, postulado, seja lá o que for, que diga que "você é quem tem que correr atrás das pessoas, a iniciativa tem que ser sua, porque a outra não vai se importar com você naturalmente, de forma interessada, não. É mais fácil pra elas que você se mostre interessado e preocupado com elas." Esse princípio viola a lei do fluxo da amizade: só há amizade de há reciprocidade, não importa de que forma; só há relacionamento se ambas as partes estão sintonizadas à mesma frequência. Acho que a minha frequência se perdeu do alcance da antena de algumas pessoas. Confesso que isso me pesa um pouco, me entristece, mas não sinto necessidade extrema de me achegar a elas e pedir desculpas, até mesmo, porque não há culpados. Só deve existir relacionamento se o outro também quiser.
Há tantas demandas, tantos resultados para apresentar, tantas obrigações, respostas aos mais diversos estímulos, cobranças, grilhões, controles. Chego a pensar até mesmo pra quem eu realmente faço essas tantas coisas. São pras pessoas que me cobram direta ou indiretamente, pra que tudo saia de tal forma que o objetivo desses terceiros seja alcançado ou por uma satisfação pessoal e espiritual ou seja lá o que for? Eu preciso descansar. Descansar em Deus, preciso desembaraçar esse emaranhado de idéias, conflitos e dualidades que beiram a me dar um tilt. É como se eu tivesse aberto a caixinha de Pandora. O caos se instaurou de tal forma na minha cabeça que acabei quase entrando em parafuso. Ao mesmo tempo, abri os olhos para realidades. Talvez esse caos leve ao cosmos, à ordem ansiada. Talvez seja um crescer. Não sei onde isso tudo vai dar, mas há um Amigão comigo. Ele tem me ajudado, dia após dia, e Ele inspirou uma pessoa há milênios atrás pra me dizer que a angústia dura só uma noite, mas na manhã vem sempre o sentimento bom de alegria. E vale a pena ressaltar que posso contar com a Esperança que restou dentro da caixinha.
Há tantas demandas, tantos resultados para apresentar, tantas obrigações, respostas aos mais diversos estímulos, cobranças, grilhões, controles. Chego a pensar até mesmo pra quem eu realmente faço essas tantas coisas. São pras pessoas que me cobram direta ou indiretamente, pra que tudo saia de tal forma que o objetivo desses terceiros seja alcançado ou por uma satisfação pessoal e espiritual ou seja lá o que for? Eu preciso descansar. Descansar em Deus, preciso desembaraçar esse emaranhado de idéias, conflitos e dualidades que beiram a me dar um tilt. É como se eu tivesse aberto a caixinha de Pandora. O caos se instaurou de tal forma na minha cabeça que acabei quase entrando em parafuso. Ao mesmo tempo, abri os olhos para realidades. Talvez esse caos leve ao cosmos, à ordem ansiada. Talvez seja um crescer. Não sei onde isso tudo vai dar, mas há um Amigão comigo. Ele tem me ajudado, dia após dia, e Ele inspirou uma pessoa há milênios atrás pra me dizer que a angústia dura só uma noite, mas na manhã vem sempre o sentimento bom de alegria. E vale a pena ressaltar que posso contar com a Esperança que restou dentro da caixinha.
Category dias cinzentos, Pandora, pessoas, ser humano
Auto-libertação: cantar
5sexta-feira, fevereiro 19, 2010 by Sanderson Moreira
Sinto-me como um pássaro engaiolado. É triste. É infeliz escutar músicas e não poder cantá-las. Me dá vontade de gritar com todo meu fôlego. Estou com uma voz ruim, desde o Retiro de carnaval. Fiquei quase sem voz. É uma dor que não posso sentir, mas que me mata. Cantar é respirar pra mim. Posso não ser estudado nisso, mas, para mim, a música vem de dentro, é algo muito além de teoria, estética ou arte. Se fosse meramente isso, o que seria da música das tribos nativas indígenas? Música é a minha essência. E não importa quão imperfeito seja o meu cantar, pois tudo o que quero fazer é libertar-me. O canto liberta-me da dor, quebra as cadeias que prendem meu coração, que torturam-me, multilam-me; suaviza os arranhões das pontiagudas e afiadas garras da realidade, um ópio benéfico, ou um bálsamo paliativo. Tudo que preciso, muitas vezes, é chorar, em melodias, em letras que traduzam sincera e suavemente minhas angústias, em harmonias que se traduzem como uma junção de dores, dores diferentes entre si, que soam cada uma com sua respectiva nota, mas que soam harmoniosamente quando juntas. É um processo meio masoquista, ou não. É algo necessário.
O dia está ideal para que eu me aprisione. Dias cinzentos. Lembra do que eu escrevi sobre eles? Posso facilmente sentir-me seduzido por essa atmosfera semi-estática e fria e então me deixar ser tomado pelas algemas dos sentimentos, pelo cheiro dos ontens, pelo vazio do silêncio e da ausência de um alguém especial.
É impressionante como a saudade aflora tão abruptamente. Saudades de pessoas que vi há dois dias. Saudades de momentos ímpares que talvez nunca ocorram novamente. Saudades de coisas que nunca fiz. Sinto saudades de quando minhas inspirações fluiam mais que minhas saudades. Vinham desesperadamente, como eremitas sedentos por águas de um oásis, como asfaltos em dias quentes ansiando pelo desabar solene e súbto da chuva de verão. Sinto falta disto. Mal consigo registrar minhas reflexões, meus pensamentos que brotam do nada. Quando penso sobre eles, não consigo lembrar-me de boa parte deles, e então tudo se fragmenta. E perco muito com isso. E então cria-se este vazio.
Talvez deva admitir, que, de fato, tenho-me tornado prisioneiro de pessoas e coisas. Não consigo escrever por completo o que quero, o que sinto, se não estiver diante de meu notebook; não consigo me sentir completo se não beber uma dose da presença e do compartilhar de amigos, entre outras coisas como, por exemplo, meu estado de espírito variar muito de acordo com a dinâmica de meus sentimentos, que é resultante do comportamento das variáveis nos meus relacionamentos; algumas práticas comuns como alimentar-me, dormir ou organizar as tarefas do dia sofrem bruscas alterações com isto. Até mesmo as músicas que ouço no momento são influenciadas por isso.
Preciso admitir também que, escrever tem sido uma forma gostosa de libertar-me. Sempre o fiz. Sempre que necessário gritar ou chorar, nascia um poema, ou uma frase, um verso. Porém, cantar tem sido a mais infalível.
No mais, espero quebrar todas as prisões e só permitir-me enclausurar-me em uma única: a presença do Pai de amor. O mais lindo de tudo é que, sua presença é libertadora, então, estar nela significa encontrar-se em meio a um campo aberto, onde pode-se correr para qualquer direção.
Não quero cantar para o deleite dos ouvidos aprisionados pela música, ou para ter suas admirações ou glórias. Quero cantar para libertar-me e isso só é possível quando o faço para Ele. Levantar a voz e cantar suas grandes maravilhas. Entoar palavras pinceladas por notas musicais e assim, de uma forma graciosa, agradecê-lo pelo ar que respiro, pelo amor e pelas dádivas. E, cantando pra Ele, não importa a dor, sinto-me nas alturas, sob as Suas asas. As asas do Altíssimo. Sinto-me completo assim.
>> desculpem pelo post grande; foi um instante de auto-libertação.
Category dias cinzentos, música
Culpem o Astro-Rei!!!
9terça-feira, janeiro 26, 2010 by Sanderson Moreira
Já falei que sou apaixonado por dias cinzentos? Classifico dias cinzentos (perfeitamente cinzentos) aqueles nos quais o firmamento aparenta-se estavelmente nublado, sem possibilidade de chuvas súbitas, com claridade agradável e temperatura amena. Estes são propícios para manifestações nostálgicas, como escutar músicas de alguns cinco anos atrás, lembrar de coisas legais do passado ou ler coisas antigas que escrevi. Inspiram-me também a buscar coisas novas, novos sons, novos points na web como blogs e temas de pesquisa. Um bom upgrade.
Pra confirmar o que eu falei, estou ouvindo Nirvana. Nunca fui muito fan, mas o MTV Unplugged deles é muito bom (apesar de demasiado deprimente; mas em matéria de depressão o do Alice In Chains ganha).
Apesar da paixão por dias cinzentos, hoje eu desejara muito que o Sol viesse e resplandecesse. Queria sentir seu calor e a vivacidade de sua luz. Hoje queria ir à praia, à tarde, ver o pôr-do-sol e sentir a brisa do mar. Ter os olhos e a pele arrebatados pelas ondas eletromagnéticas do Astro-Rei. Sentir a natureza carioca mais de perto. Pisar na areia e respirar novos ares. Puros ares. Uma necessidade de libertação. Uma respiração interior. Deliro com as cores dançantes do crepúsculo, tão encantadoras na minha cabeça. Uma fascinante variação de tons e luzes. E consigo até mesmo ver a linha do horizonte no além-mar. Um belo fim de tarde no litoral. Pena estar apenas no imaginário... É Sol, você não quer me escutar mesmo... Venha e serás bem-vindo! Sei que reclamo de você às vezes, mas só porque amo os dias nublados não significa que tenho aversão a você! Só quando você abre aquele big sorriso é que eu posso calçar meus All Star’s ferrados sem medo de que água alguma entre nos orifícios de suas solas. E só quando você chega mandando ver é que eu sinto mais estimulo para acordar cedo e despertar-me por completo mais rapidamente. É, os dias cinzentos são obra de Morfeu ou Hipnos pra mim. Parecem querer ver-me adormecido e entediado. Ta, já chorei, se quiser vir, venha, senão, vou me virar aqui... E você será o culpado de mais uma vez eu não poder ter saciado meu anseio de saudar o mar e acariciar céus límpidos!
Acho que vou ver filme, comer pipoca, jogar UNO com os amigos, rs. É, tem que haver um plano B. Um plano B que não seja enraizar meus dedos no teclado do notebook e drenar bytes através do MSN ou Google Chrome. E sim, vou ver se arranjo um tempinho pra ler as 750 páginas dAs Crônicas de Nárnia!
Desculpa a falta de inspiração gente, mas... Se o Sol saísse eu iria a praia e voltaria mil vezes mais inspirado!!! Culpem-no!!!
:: ouvindo: Red Hot – My Friends (amo essa música… Recordo-me de uns 5 ou 6 anos atrás, haha).
Category dias cinzentos, música, praia
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