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Minha escolha

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quarta-feira, dezembro 30, 2015 by


Qualitativamente falando, talvez um dos presentes mais especiais e intrigantes que me fora proporcionado em 2015 foi a consciência de que eu sou um ser que faz escolhas, que pode simplesmente optar por uma estrada nesta vida sem ter que automaticamente ir com o fluxo, com uma multidão que até sabe pra onde está indo mas infelizmente não sabe o seu porquê (e às vezes sequer vê um sentido nisto). Aprendi que se pode dizer NÃO e isso é mais do que uma arte. É saber que há algo para além do SIM automático que inconscientemente proferimos porque a todo tempo estamos vivendo num modo de sobrevivência louco e doentio, que te diz que viver é aceitar tudo, a vida como ela aparentemente é, e que lá no final haverá, de alguma forma, um espaço pra felicidade - pois você não pode desfruta-la agora; há de se sofrer pra conseguir saboreá-la antes. Não há apenas um caminho. A vida é mais. There's more to life than what we frantically believe that life is.

A letra dessa música traduz muito desse sentimento:

"Let me see where I belong, let me be a little part of it!
Can I choose my way in life? 
Can I dream? Can I feel?
Could I know my choice?
A choice without the illusion that luck is for sale, 'cause I have all that money can buy."


#‎NowPlaying‬: After Forever - My Choice

Por Sanderson Moreira (26/12/15)


Auto-libertação: cantar

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sexta-feira, fevereiro 19, 2010 by


        Sinto-me como um pássaro engaiolado. É triste. É infeliz escutar músicas e não poder cantá-las. Me dá vontade de gritar com todo meu fôlego. Estou com uma voz ruim, desde o Retiro de carnaval. Fiquei quase sem voz. É uma dor que não posso sentir, mas que me mata. Cantar é respirar pra mim. Posso não ser estudado nisso, mas, para mim, a música vem de dentro, é algo muito além de teoria, estética ou arte. Se fosse meramente isso, o que seria da música das tribos nativas indígenas? Música é a minha essência. E não importa quão imperfeito seja o meu cantar, pois tudo o que quero fazer é libertar-me. O canto liberta-me da dor, quebra as cadeias que prendem meu coração, que torturam-me, multilam-me; suaviza os arranhões das pontiagudas e afiadas garras da realidade, um ópio benéfico, ou um bálsamo paliativo. Tudo que preciso, muitas vezes, é chorar, em melodias, em letras que traduzam sincera e suavemente minhas angústias, em harmonias que se traduzem como uma junção de dores, dores diferentes entre si, que soam cada uma com sua respectiva nota, mas que soam harmoniosamente quando juntas. É um processo meio masoquista, ou não. É algo necessário.

        O dia está ideal para que eu me aprisione. Dias cinzentos. Lembra do que eu escrevi sobre eles? Posso facilmente sentir-me seduzido por essa atmosfera semi-estática e fria e então me deixar ser tomado pelas algemas dos sentimentos, pelo cheiro dos ontens, pelo vazio do silêncio e da ausência de um alguém especial.
        É impressionante como a saudade aflora tão abruptamente. Saudades de pessoas que vi há dois dias. Saudades de momentos ímpares que talvez nunca ocorram novamente. Saudades de coisas que nunca fiz. Sinto saudades de quando minhas inspirações fluiam mais que minhas saudades. Vinham desesperadamente, como eremitas sedentos por águas de um oásis, como asfaltos em dias quentes ansiando pelo desabar solene e súbto da chuva de verão. Sinto falta disto. Mal consigo registrar minhas reflexões, meus pensamentos que brotam do nada. Quando penso sobre eles, não consigo lembrar-me de boa parte deles, e então tudo se fragmenta. E perco muito com isso. E então cria-se este vazio.
        Talvez deva admitir, que, de fato, tenho-me tornado prisioneiro de pessoas e coisas. Não consigo escrever por completo o que quero, o que sinto, se não estiver diante de meu notebook; não consigo me sentir completo se não beber uma dose da presença e do compartilhar de amigos, entre outras coisas como, por exemplo, meu estado de espírito variar muito de acordo com a dinâmica de meus sentimentos, que é resultante do comportamento das variáveis nos meus relacionamentos; algumas práticas comuns como alimentar-me, dormir ou organizar as tarefas do dia sofrem bruscas alterações com isto. Até mesmo as músicas que ouço no momento são influenciadas por isso.
        Preciso admitir também que, escrever tem sido uma forma gostosa de libertar-me. Sempre o fiz. Sempre que necessário gritar ou chorar, nascia um poema, ou uma frase, um verso. Porém, cantar tem sido a mais infalível.
        No mais, espero quebrar todas as prisões e só permitir-me enclausurar-me em uma única: a presença do Pai de amor. O mais lindo de tudo é que, sua presença é libertadora, então, estar nela significa encontrar-se em meio a um campo aberto, onde pode-se correr para qualquer direção.
        Não quero cantar para o deleite dos ouvidos aprisionados pela música, ou para ter suas admirações ou glórias. Quero cantar para libertar-me e isso só é possível quando o faço para Ele. Levantar a voz e cantar suas grandes maravilhas. Entoar palavras pinceladas por notas musicais e assim, de uma forma graciosa, agradecê-lo pelo ar que respiro, pelo amor e pelas dádivas. E, cantando pra Ele, não importa a dor, sinto-me nas alturas, sob as Suas asas. As asas do Altíssimo. Sinto-me completo assim.

>> desculpem pelo post grande; foi um instante de auto-libertação.


Culpem o Astro-Rei!!!

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terça-feira, janeiro 26, 2010 by


Já falei que sou apaixonado por dias cinzentos? Classifico dias cinzentos (perfeitamente cinzentos) aqueles nos quais o firmamento aparenta-se estavelmente nublado, sem possibilidade de chuvas súbitas, com claridade agradável e temperatura amena. Estes são propícios para manifestações nostálgicas, como escutar músicas de alguns cinco anos atrás, lembrar de coisas legais do passado ou ler coisas antigas que escrevi. Inspiram-me também a buscar coisas novas, novos sons, novos points na web como blogs e temas de pesquisa. Um bom upgrade.
Pra confirmar o que eu falei, estou ouvindo Nirvana. Nunca fui muito fan, mas o MTV Unplugged deles é muito bom (apesar de demasiado deprimente; mas em matéria de depressão o do Alice In Chains ganha).
Apesar da paixão por dias cinzentos, hoje eu desejara muito que o Sol viesse e resplandecesse. Queria sentir seu calor e a vivacidade de sua luz. Hoje queria ir à praia, à tarde, ver o pôr-do-sol e sentir a brisa do mar. Ter os olhos e a pele arrebatados pelas ondas eletromagnéticas do Astro-Rei. Sentir a natureza carioca mais de perto. Pisar na areia e respirar novos ares. Puros ares. Uma necessidade de libertação. Uma respiração interior. Deliro com as cores dançantes do crepúsculo, tão encantadoras na minha cabeça. Uma fascinante variação de tons e luzes. E consigo até mesmo ver a linha do horizonte no além-mar. Um belo fim de tarde no litoral. Pena estar apenas no imaginário... É Sol, você não quer me escutar mesmo... Venha e serás bem-vindo! Sei que reclamo de você às vezes, mas só porque amo os dias nublados não significa que tenho aversão a você! Só quando você abre aquele big sorriso é que eu posso calçar meus All Star’s ferrados sem medo de que água alguma entre nos orifícios de suas solas. E só quando você chega mandando ver é que eu sinto mais estimulo para acordar cedo e despertar-me por completo mais rapidamente. É, os dias cinzentos são obra de Morfeu ou Hipnos pra mim. Parecem querer ver-me adormecido e entediado. Ta, já chorei, se quiser vir, venha, senão, vou me virar aqui... E você será o culpado de mais uma vez eu não poder ter saciado meu anseio de saudar o mar e acariciar céus límpidos!
Acho que vou ver filme, comer pipoca, jogar UNO com os amigos, rs. É, tem que haver um plano B. Um plano B que não seja enraizar meus dedos no teclado do notebook e drenar bytes através do MSN ou Google Chrome. E sim, vou ver se arranjo um tempinho pra ler as 750 páginas dAs Crônicas de Nárnia!
Desculpa a falta de inspiração gente, mas... Se o Sol saísse eu iria a praia e voltaria mil vezes mais inspirado!!! Culpem-no!!!

:: ouvindo: Red Hot – My Friends (amo essa música… Recordo-me de uns 5 ou 6 anos atrás, haha).


Scraps em um dia chuvoso...

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quarta-feira, dezembro 09, 2009 by

ouvindo: The Cranberries - Linger (11:03) 

Acordei mais tarde do que o previsto teoricamente pelo despertador do meu celular. São 10h da manhã e perdi 2 horas de produção. Haha. Mentira. Ganhei duas horas de descanso. Dormir em dias chuvosos é o que há. Estou a decidir se vou à UERJ ou não. Não sou de açucar, menos ainda de sal. É que estou com uma gripe chata e a preguiça  manisfestou-se...
Dias chuvosos me deixam nostalgico. Por isso estou escutando Linger, dos Cranberries. Acho dias chuvosos perfeitos também para apreciar-se metal ou coisas do gênero. Por falar nisso, baixei o cd novo do Echoes Of Eternity. Gostei pacas.

Meus dias têm sido vagarosos e escassos de atividades. Digo atividades acadêmicas e outras tarefas. Por isso, nem sei se irei a UERJ. O que me seduz pisar lá por hoje é pegar um livro de Física Quântica pra estudar. É, minhas provas serão no dia 07 de janeiro.
Quarta passada fui no show das Chicas. Eu adorei. Pena que tocaram mais músicas do CD/DVD novo. Eu tinha escutado todas as músicas do "Quem Vai Comprar Nosso barulho?", primeiro CD delas. Tocaram Rap do Silva,Ter Que Esperar, O Quereres, Caras e Bocas, entre outras do repertório mais atual. Fui com a galera do Alfa e Ômega, e foi um momento legal.
De sexta pra sábado, teve a confraternização do Alfa e Ômega Rio. Na verdade, um lual frustrado. Estava tudo planejado, mas, como a chuva insistiu em cair, mais e mais e mais, tivemos que optar pelo plano B e acabamos ficando na Igreja Presbiteriana ali mesmo, na Barra, perto da praia onde fariamos o lual. Foi legal. Uno, música, risadas e boas conversas foram o que conduziram a nossa madrugada por ali, sem contar a nossa aventura pra chegar até lá, rsrs.

Estou lendo "A Cabana"... Capítulo 5 ainda... Terminei o "A Lição Final" e deparei-me com várias lições neste livro. Ele fala basicamente de tudo o que ultimamente tem perambulado pela minha cabeça. Tempo, relacionamentos, objetivos, sonhos... É engraçado... As vezes acho que Deus usa coisas que necessariamente não foram feitas pelo meio cristão para difundir coisas na nossa mente. Um dia desses, um mês atrás, no meio de uma aula sobre Magistério e Mercado de Trabalho, eu refletia sobre o futuro e pedi a Deus - escrevi no rodapé da folha de fichário - que Ele semeiasse novos e maiores sonhos no solo do meu coração. E esse livro fala muito sobre sonhos. Agora, acho que as sementes de Deus estão brotando aos poucos em mim. Tenho pensado bem sobre algumas coisas. Tenho ousado aos poucos sair do campo do presente e olhar para o porvir através do periscópio. Para explorar essa nova terra, a minha bússola tem sido a vontade de Deus.
A chuva tá mais branda. Ainda não me decidi... Acho que vou só pra pegar o livro.

ouvindo: Zelia Duncan - Catedral (11:38)