Conexão: l'innizio [Progetto Italia 2012]

1

domingo, janeiro 08, 2012 by

[Postando com um dia de atraso, my bad!]

Mântova,


     Sete de janeiro de dois mil e doze. Os acordes iniciais de Amsterdam, do Coldplay, adentram os meus ouvidos. Desde a última terça-feira meu mundo não é o mesmo. Holanda passou rápida em uma curta tarde fria e de sol timidamente gentil. Milão foi em um piscar de olhos e quando me vi já estava em Mântova, após umas boas três horas no carro. Não tenho muito a falar sobre estes três dias. É apenas o início. Foram ótimos dias. Mas só de pensar que isso é apenas o começo, eu fico já pensando na dor que será quando tiver que partir dessa cidade. De certo vou ficar cada vez mais apaixonado por tudo isso.
Até agora temos focado na parte transcultural, que é o startpoint de tudo. Como nos conectar com pessoas de uma cultura tão diferente da nossa e tão diferente da que as pessoas imaginam ser. Estamos no norte da Itália e é muito diferente da realidade do sul, em inúmeros aspéctos. Logo, não estamos com a galera do elenco da novela de época do horário das 21h da TV. É diferente. Como ir a estas pessoas sem ir contra a sua cultura? Como mergulhar na cultura e estar com eles?
     O dia hoje foi muito bom, mas ainda tenho por dificuldade a língua. É de conhecimento de quase todos esse meu lado relacional. Eu amo me relacionar com as pessoas, estar com elas, conversar, trocar idéia, me conectar. No entanto, para isso, a linguagem é essencial. E, bem diferentemente de como foi na Holanda, aqui a galera não curte o Inglês. Não falam, mesmo. Isso me deixou mega desorientado. Me retraio muito quando estou diante de alguém que está falando italiano. Creio que eu posso sim estabelecer uma comunicação - por mais básica e simples que seja - e interagir com a pessoa, mas, eu fico tímido, as palavras não saem, penso em inglês, mas fico calado e não falo, nada, hesito, droga. Bem, isso me incomodou muito hoje, mesmo. Mas eu sei que Deus sabe de todas as coisas, e eu peço a Ele para que me dê a oportunidade de melhorar a minha comunicação na língua italiana. Eu aprecio muito este idioma e quero mesmo, muito mesmo, conversar com essas pessoas, interagir e falar sobre assuntos espirituais com elas. Quero poder ganhar sua confiança e assim estabelecer um relacionamento, mesmo que esporádico. Quero conhecer também irmãos cristãos da igreja local em Mântova. É conexão. Conexão. Conexão é tudo. O frio tem sido vencido gradualmente com o uso constante e indispensável de roupas de inverno. Elas são amigáveis. Não sinto ainda saudades do Rio de Janeiro e do seu sol quente. Quero aproveitar as cores, os ares e as formas dessa terra. Sei que há muito que está por vir nessa jornada, e este muito não caberá em centenas de fotos, souvenirs, postagens ou videos. Um mês diferente, numa terra diferente, trazendo algo diferente e verdadeiro; lidando com uma gente do velho Mundo que precisa do Novo.

Sanderson A. Moreira


Continuidade

2

sábado, dezembro 24, 2011 by

       Toca Joy Division na minha playlist. Verão. Os dias quentes e as ruas áridas. As horas rápidas e duradoura é a luz solar. Toda essa sensação térmica me faz ousar cada vez menos a tentar ter noção do frio ao qual meu corpo estará sujeito daqui há uma semana. Está tão perto que tange o inacreditável. Comprar roupas de frio em pleno verão, ver réplicas de bonecos de neve em plena paisagem de Ipanema, bem irônico. Minha ficha só vai cair mesmo semana que vem. 

       Época de festas de final de ano são sempre agitadas. Gastei boa parte das minhas energias esforçando-me e anelando as férias, e agora é como se o troféu finalmente tivesse chegado às minhas mãos. Se bem que estaria mais pra carta de alforria do que pra troféu. O semestre na Universidade se arrastou, cansou. Em resumo, agora posso ter um pouco mais de tempo para assistir Dexter, dar umas saidas e resolver umas pendências. No entanto, ainda continuo acordando cedo, digo, as oito horas, o que se pode considerar cedo já que estamos falando a respeito de férias.
       Ganhei o hábito também de olhar para o céu todas as noite antes de dormir. Fico caçando as estrelas e Júpiter. Fico encantado demais. Nunca parei para fazê-lo e minha motivação é a ênfase que tem sido dada à Astronomia no museu onde trabalho. Estamos sendo capacitados para o planetário e isso é bem divertido. O céu tem atraído meus olhos.

       De certo muitas pessoas estão escrevendo coisas sobre este fim de ano. Este está sendo o mais atípico para mim. Daqui há alguns dias é dois mil e doze, mas percebo que a cada ano que passa eu tenho desenvolvido a noção de continuidade no meu calendário mental. Janeiro é uma página em branco, mas não em um novo livro. É apenas um novo capítulo. Alguns preferem escrever contos de fadas, outros, tentam de alguma forma melhorar a trama de seus dramas. Eu prefiro continuar escrevendo rascunhos, fazendo alguns garranchos, umas letras bonitas depois, mas a todo instante sabendo que a estória não vai ter fim. Continuidade. Não consigo mais ver a linha divisória. Janeiro será um mês longo, frio e diferente. Fevereiro será curto, quente e típico. Alguns planos e resoluções cairão por terra, outros surpreendentemente emergirão e velhos sonhos costumam voltar à vida. É por isso que não desejo escrever algo especial sobre o final de 2011. Este tem sido um ano muito bom, e a propósito, estes últimos anos têm sido tão bons que não consigo mais classificá-los; são apenas anos. Coisas boas e ruins constituem um ano. Vitórias às vezes não podem ser conquistadas em apenas meros 365 dias. A vantagem de se ter um calendário mental que se desprende da linha tênue entre dia 31 e dia 1º é ter tal percepção dos fatos, tanto os que julgamos ruins como os que consideramos bons.  Aliás, tenho perdido também o habito de classificação. Preferências também são poucas. Tenho me tornado um ser mais compreensivo, eu acho, sobretudo, mais consciente da dinâmica da vida.
       Hoje é vespera de Natal, e é um dia estressante. As pessoas ficam tão inquietas, tão, hum, agitadas e... Empolgadas. As vezes, é algo que nem tem muito sentido para elas, mas, é o que a tradição manda. Todo esse movimento, essa euforia e esse tempo quente, com mães aprisionadas em suas cozinhas abafadas, a sinfonia das colheres atritando e percutindo panelas de metal, e familiares que chegam do nada, e crianças toscas com seus lesos pais nos shopping centers escolhendo presentes caros [e dos quais elas não são tão merecedoras assim, oh, crianças desobedientes], comerciais chicletes na TV, guirlandas, luzes e neve de isopor nas lojas de norte a sul e esse gosto de dia arrastado, me deixam num estado estranho, irritado, entediado. Mas não se engane, estou sempre feliz pois eu sei o sentido do Natal.


Aeternitas

2

quinta-feira, dezembro 01, 2011 by

Há um mundo que excede o pensar,
uma vida diferente, num outro lar
onde as peças bizarras
do quebra-cabeça cotidiano
se encaixam,
se casam
e como os pontos de Seurat,
assim visto aos longe,
fazem sentido
completo, preciso.
Os olhos falham ao enxergar
por trás da cortina de léptons e quarks
e o coração pulsa por nada,
por matéria que um dia se acaba.
Oportunidade perdida
a de não se apaixonar eternamente
pelo teu Arquiteto, oh!
Tragédia certa será
ao lado dEle não estar,
na casa feita pra ti
pr'onde se mudariam
amanhã,
depois daqui,
num passeio sem volta
sem fim:
além do campo de estrelas luzentes
e noites de luas crescentes;
onde os lábios não beijam
e só a alma toca,
onde os olhos, obsoletos,
agora cegos não choram,
não assim, não mais
no outro mundo.


by Sanderson Moreira (01/12/2011)


Grito

1

sexta-feira, outubro 14, 2011 by

Venho quebrar o silêncio. Não sei se foi a chuva ou os episódios da nova série que estou assistindo (Castle), mas me veio um incômodo muito grande por ter deixado há tanto este blog à esmos. Eis que cinco meses se foram, e cinquenta mil coisas sim, foram caindo em minha vida, de paraquedas. Uma a uma. Não contarei detalhes agora, pois detesto resumir em algumas linhas a riqueza de detalhes e as nuances de uma variedade de momentos que foram tão peculiares, embora em apenas meros cinco meses.
Sinto saudades de escrever. Confesso que tenho gastado meu tempo e energias em coisas muito importantes para mim agora, mas, parece que esqueci do meu prazer de escrever. Pelo menos, da parte prática. Minha mente é bem louca. Tenho dificuldades de colocar as coisas no "papel", e acabo perdendo as dezenas idéias que se passam na minha cabeça. Agora eu peguei o hábito de anotar tudo. Tenho um caderninho para isso. Mas mesmo assim, sinto saudades de escrever coisas mais extensas, mas (ou nem tanto) filosóficas, estruturadas. Escrever essa postagem está sendo como um grito. Causar barulho no silêncio profundo.
Bem, quem sou eu nesse exato momento de minha vida? Sou um licenciado em Física, com altos planos que não têm nada aparentemente a ver com minha formação acadêmica. Trabalhador de um museu de Ciências, onde tenho experimentado mais um pouco da atuação na área de divulgação científica. Uma pessoa com uma vida um pouco corrida agora, mas que faz isso com um propósito, e não pra se tornar mais um ser morimbundo que só trabalha como fruto da pressão de um sistema que quer te tornar uma mera mão-de-obra, limitar sua mente e roubar seus sonhos plenos. Eu tenho um porquê de estar vivendo isto tudo, agora. Há motivos para agora estar correndo riscos e ousando como nunca me atrevi. Se há uma coisa que tenho aprendido ultimamente é que eu devo correr atrás dos meus sonhos e realizá-los. Largar o medo e sair só das palavras. A minha vida precisa chegar num tal ponto no qual todas as coisas que vivo converjam. E isso bizarramente tem acontecido. É divino. Não vem de mim, mesmo. 
É conhecida de muitos a vontade minha de vivenciar experiências transculturais internacionais. Há muito já venho falando sobre intercâmbio, possíveis destinos e aprendizado de línguas estrangeiras. Pois bem, tudo parece estar dando o primeiro passo agora. Sim. Estou indo pra fora, um lugar que não estava na minha lista, mas que eu já abracei de coração. Estou indo para aprender e viver experiências maravilhosas, mas o foco é ministerial. Estou permitindo Deus abrir uma porta em minha vida que irá abrir outras portas que nem imagino no momento. E pra isso, tomei muitas decisões, houve renúncia. Estou indo pra Itália em breve, e com uma importante missão nas mãos. Ainda não sei bem no que vai dar. Meu Pai é quem deixou eu ir e eu confio nEle. Ele sabe como tudo vai ter que ser lá e eu estou disposto a viver isso. Com muita fé é que venho abrindo espaços em mim para que isso tudo aconteça. O que Ele quer é o que importa mais e estar com o coração nisto tudo é a coisa a se fazer. Ainda planejo o intercâmbio, e esta semana pensei muito sobre fazê-lo ano que vem. Os meus recursos financeiros estão sendo voltados para investimentos a longo prazo, e 90% disso inclui o intercâmbio. Ainda não pensei em continente ou país direito, mas, eu creio que a minha ida a Europa será uma chave que vai me mostrar muitas coisas. Decidi dar um passo de cada vez e meu foco agora é Itália.
Vou parar de falar [muito] sobre mim. Foi muito bom poder ter parado esses 10 minutinhos para escrever aqui. Estava abafado, que nem o dia de ontem. À propósito, o verão está chegando daqui há pouco. Enquanto isso, nos divertimos com a primavera. Que estação doida! É quase certo todo final de semana mudar o tempo e chover nas segundas. Nos dias que trabalho - e nestes não posso vestir bermudas -, o Sol retorna em raios fúlgidos. Irônico né?
Ah, citei Castle no inicio da postagem porque um escritor de romances policiais é um dos protagonistas da série. Isto me inspira. Pessoas criativas me inspiram e me incitam a respirar. E é com todo esse ar nos pulmões de meus neurônios - agora, talvez, cheios de gás - que grito este grito, em palavras que surgem aos estalidos do teclado sob meus dedos, já bem embriagados pela sonolência das 1 da manhã. Minha cama me chama, e um dia cheio me espera. A presto.


Corpo Negro *

1

segunda-feira, maio 30, 2011 by

Absorver
o amor
da fonte:
Teu coração;
amor em ondas;
radiação.
e eficazmente
reemiti-la
toda
para o Mundo
todo
todo amor:
Você.

by Sanderson Moreira


*corpo negroé um corpo ideal o qual é um perfeito absorsor e também, um perfeito emissor de radiação eletromagnética (luz ou calor). Toda a radiação absorvida é emitida, da mesma forma.


Um Jesus incompleto

0

domingo, abril 24, 2011 by

Quando estou compartilhando sobre Cristo com as pessoas, costumo comentar a respeito das épocas de Páscoa e de Natal. Nessas datas o que se tem é um verdadeiro ritual. É de praxe nessas datas uma mesa com especiarias específicas como peixes e chocolate na Páscoa e várias coisas suculentas no Natal. Quando se trata da figura de Jesus, bem, geralmente o que se tem são aqueles filmes mega produzidos sobre a vida de Jesus que duram uma eternidade para acabar. Sempre passam no Natal e na Páscoa – e já vi passar também no dia de finados #punk. Incoerências à parte, o que importa e o que é inegável é que as pessoas já ouviram falar de Jesus e elas talvez saibam em parte quem Ele foi. No entanto, o Jesus que as pessoas conhecem é um Jesus incompleto. Elas se lembram de um homem que um dia nasceu numa manjedoura, que era carpinteiro, que depois passou a andar com doze sujeitos e que no final, teve uma morte trágica aos seus 33 anos, pendurado numa cruz. Bem, essas informações estão corretas, mas, ainda não explicitam a vida de Jesus por completo. Muitas pessoas se esquecem da principal parte de todas: a sua ressurreição. Jesus não foi apenas mais um homem na história que veio para revolucionar ou escandalizar a sociedade. Ele veio para causar uma revolução diferente. Ele não foi apenas um líder, Ele foi e é Deus. Ele não ficou preso no túmulo; Ele ressurgiu e está vivo, junto aos seus followers, feitos agora seus filhos, filhos de Deus. E brevemente, Ele retornará.
A ressurreição é o que dá sentido para tudo. Jesus não veio aqui apenas para morrer por nós, pecadores e pronto. Ele morreu e assim como Ele disse que aconteceria, ressurgiu e vivo está. As pessoas pensam em um Jesus morto, distante, preso às páginas da História ou de um livro de capa preta, e é por isso que não conseguem entender que é possível termos um relacionamento pessoal com Jesus. As pessoas só poderão desfrutar disso se tiverem a oportunidade de experimentar de um relacionamento com Jesus, e assim permitirem que Cristo faça parte de suas vidas. Mas, como aceitar algo/alguém que não se conhece?
            As pessoas precisam conhecer verdadeiramente quem Jesus é. Vivemos num tempo em que a Palavra de Deus e a própria imagem de Jesus têm sido deturpadas deliberadamente. Neste contexto, é requerido cristãos verdadeiros e compromissados com a causa de Cristo, façam a diferença, compartilhando de um Jesus genuíno. As pessoas precisam conhecer um Jesus vivo que as ama e deseja ter um relacionamento pessoal com elas, afinal, foi para isso que elas foram criadas, para estar com elas, mas, por causa do pecado, houve uma separação entre o Deus Santo e o homem, então pecador.
            Isso significa desmistificar quem é Jesus para as pessoas. A melhor maneira de fazê-lo é apresentando pessoalmente quem Ele realmente é e para que Ele veio. Algumas muitas pessoas se lembram da figura de um Jesus destruído pela morte, preso a uma cruz. Rituais, costumes, religiosidade que fazem referência a um Deus que muitas delas mal conhecem. Muitas nem sabem pra que Ele veio! Que Jesus as pessoas têm conhecido? Elas devem ter a oportunidade de conhecer um Jesus de verdade e cristãos genuínos têm esta responsabilidade em suas mãos. Será que o que passa na TV sobre Jesus na Páscoa ou no Natal faz sentido para as pessoas? Será que elas realmente entendem qual o propósito da morte cruz? Por que será que elas não compreendem a importância da ressurreição de Cristo? Elas precisam entender que é possível ter um relacionamento pessoal com um Cristo vivo.

Sanderson Moreira 
18/04/2011


24-? : funções horárias x Tetris

1

sexta-feira, março 18, 2011 by


  
  
     A manhã começou gris, como todas as outras anteriores neste mês. No entanto, há pouco, uma leve chuva deu o ar de sua graça, tornando o meio-dia ainda mais fechado e instrospectivo. E, considerando o fato de eu estar sobre um colchonete, escrevendo e escutando umas boas canções, nesta pequena sala, tudo soa ainda mais aconchegante. Tudo muito propício para um momento reflexivo. E nada melhor então do que orar. Orar com os amigos, estar com Deus. E é na verdade por isso que estou aqui na Casa Verde. Conversar com Deus e pedir pelos amigos, suas causas, sonhos e dificuldades. Agradecer pelo que Ele tem feito e pelo como Ele tem feito as coisas caminharem em nossa vidas.
     Eis agora o Sol da tarde. Eis que estão agora nesta sala nove pessoas. Orações, acordes, páginas, cores, escritas, lágrimas enchem este lugar. Um canto de paz, onde se pede por paz e amor para os dias de guerra que hão de vir.

    
    
     Diferentemente de tudo que tenho aprendido nestes longos cinco anos e meio de faculdade, não há uma função tabelada para podermos obter as soluções que sirvam como resposta para as nossas orações. Não há uma função horária para determinar o ponto em minha jornada no qual conseguirei obter tais respostas; nada quantizado; nada é exato ou compreensível. Nada é também aleatório. É a forma dEle, é assim que Ele faz. São os parâmetros dEle, as variáveis dEle. Você não percebe muito bem quando olha as coisas numa perspectiva [humana tão] fragmentada. Nada parece fazer muito sentido e suas lágrimas expressam esse sentimento. Só que, bem depois, você pára, integra tudo desde t = 0 até t = agora e vê tudo muito perfeito. É como jogar Tetris. As vezes as peças que vêm não são bem aquelas que esperávamos [ou achamos que precisamos] e quando tentamos encaixá-las, putz, parece não estar dando muito certo. No entanto você insiste, persiste, e, quando vê passou de muitos níveis. Das pedras no fundo da tela muitas já sumiram e agora tudo o que você contempla são quadradinhos formando um retângulo perfeito, sem buracos e desaparecendo, dando espaço para novas outras peças serem perfeitamente colocadas. Tetris Life deve ser o jogo favorito de Deus (é brincadeira hein, Deus! rs). 

     O grande lance é que não importa o quanto você caminhe ou o quão rápido você percorre essa trilha; o tempo é Ele quem sabe e determina. Isente suas orações de funções horárias. Você não sabe o quando e nem o como. 






     Aqui na nossa aconchegante  sala do 24-7 temos diversas bolinhas (bexigas de ar) nas quais as pessoas escreveram seus pedidos de oração. Há também uma arvorezinha feita de fios rígidos metálicos, nos quais cada pessoa pode colocar um motivo de agradecimento a Deus. E, pensando muito bem, talvez muitos destes pedidos só serão respondidos bem bem bem depois do 24-7já ter acabado; cada bolinha tem o tempo certo de ser estourada e ser transformada em um papelzinho de agradecimento. Deus é quem estoura as bolinhas. Ele faz o látex virar papel e te dá pra que você, com coração sinceramente grato, possa nele colocar suas palavras de gratidão e fincá-lo na árvore. Tal árvore sempre estará ali, sempre, mesmo depois do 24-7. E já que estou a falar sobre o Depois, por que não continuar fazendo do Depois um novo 24-7? Sim, mas agora, um "24-?". Sim, com "?", pois só Ele sabe o dia em que darás teu último suspiro e, até lá, até o "t = ?", o que devemos buscar é fazer de nossos dias uma jornada incessante de conversas com Deus e comunhão; estar com Ele, estar com os nossos queridos.