...É só entrar no Jardim...
7terça-feira, junho 29, 2010 by Sanderson Moreira
O que fazer quando um sonho está aos pedaços e não há superbonder pra colá-los novamente? O que fazer quando a dor vem e não ninguém a quem culpar por isso? Alguém sabe a dor, imensa dor, de ter que, subtamente, construir um holocausto para sua esperança, oh tão nutrida esperança? Incinerar sentimentos, a longo prazo, como numa tortura infindável? Sabe quando suas dores não cabem mais nos bolsos de sua calça e parecem rasgar o coração? Quando toda sua teoria é refutada, toda previsão se frustra, quando tudo o que sentiu parece ter sido placebo? Foi tudo real ou foi meramente ilusão, ilusão que me fez bem e deu fermento de comer à minha esperança? Enfim, eu não sei. Se meu coração se partiu, alguém o fará de novo. E eu o conheço. Porque foi Ele quem fez esse coração. Ele fez com barro, e não com pedra ou metal preciosos, estranho não? Mas Ele me chama no deserto, onde eu vou aprender. E eu só aprendo quando saio quebrado. Eu descobri que eu sou todo de barro, assim como meu coração. Aí ele vem, pega os cacos, molha com a água dEle, e me molda de novo. Quando a esperança se vai, nasce uma nova. Quando a dor expande, parecendo que vai me sufocar, a Sua paz me preenche. É quando eu olho ao redor e vejo que, tudo pode passar, mas, Ele sempre vai permanecer ali, me esperando no Jardim, um lugar onde eu vou sempre achá-lo. As suas palavras são sempre verdadeiras. Eu percebo que, a única razão do meu respirar, é adoração a Ele, uma adoração sem fim, como se cada fôlego fosse um louvor, como se cada passo levasse a um relacionamento mais íntimo e sincero com Ele.
Aprendi que só Você importa. Tudo o mais, vem de Você. E o que não vem, passará como a névoa. Mas em Seus braços, eu vou sempre estar, ansiando pelo Seu Jardim. Ah, quer saber o que se deve fazer? É só entrar no Jardim.
Congresso Estudantil Alfa e Ômega 2010
5terça-feira, junho 15, 2010 by Sanderson Moreira
Category Alfa e Ômega, amor, oração, poemas
Ressonância
3quarta-feira, maio 12, 2010 by Sanderson Moreira
Te seguirei no deserto
e na sequidão haverá oásis
Te seguirei na escuridão
e em meio ao caos terei clareza
Te seguirei na tempestade
e na tormenta sentirei a paz
Contigo me alegrarei na dor
E mesmo na angústia, feliz sou,
eu sei
E embora minha humanidade grite
com os sentimentos a explodir,
os pensamentos a me iludir
e a gravidade do mundo a me atrair,
não poderia ceder
A bússola da existência indica Você
Não há outro alguém a quem recorrer
Sempre estarei ao seu lado
com a certeza de que sou amado
- e eu também Te amo.
Insensato seria o caminhar
se eu não seguisse O Caminho.
Insensato seria o respirar
Se a Vida então não tivesse
Insensato seria o crer
Se a Verdade eu não conhecesse
Te vejo no pôr-do-sol
e na ciência que me elucida
Te ouço nos livros que leio,
e no silêncio como uma poesia
Contemplo Teu todo
nas partes que me rodeiam
E Te amar vai mais além do que uma canção
mais que a alegre dança que há em meu coração
Te vejo no início e no fim de tudo
Nos acordes e nas longas pausas de semibreve
no perecer e na esperança ao fim do túnel
nas tardes cinzentas e nos momentos breves.
Tudo que sempre precisei fazer
foi ajustar a frequência do meu ser
à frequência do Teu perfeito querer
e soar a mais bela canção pra Você
(escrito originalmente em 24/04/10)
Category poemas, ressonância divina
Eu julgo, tu julgas, eles julgam...
5sábado, abril 17, 2010 by Sanderson Moreira
Ultimamente as pessoas têm falado comigo muito a respeito de julgar. Alguns sentem-se constantemente julgados (e mal-interpretados), outros - como eu - confesam julgar as pessoas, outras preferem continuar na conversa fiada de que não julgam (#detestopessoasperfeitas).
Creio que, julgar não deva consistir em um ato de determinar, bater o martelo e dizer se alguém é bom ou ruim, mas é uma forma de diagnóstico, é um levantamento de como você vê as coisas e as pessoas (vide dicionário). Para mim é uma formulação de hipóteses, pois baseamo-nos naquilo que conhecemos. Julgo em um processo de conhecimento, de estabelecimento e desenvolvimento de relacionamentos. Tento entender as pessoas, mas, cheguei a um ponto no qual reconheço que isso não funciona muito. Há pessoas que julgam sem conhecer e com uma finaldade negativa. Isso é condenação. As pessoas condenam antes de julgar, de avaliar. Talvez, acho que sempre, melhor que o julgar seja o compreender. Compreensão é algo muito difícil, à primeira vista, mas, se você parar pra pensar e considerar que todos somos humanos, que somos essa rede bizarra de complexibilidades, você tenha mais facilidade em tolerar, sem condenar o próximo, sem dar validade absoluta aos seus julgamentos, os quais nunca vão ser exatos. Isso é compreensão, é ver o outro como humano, que nem você.
Category julgar, ser humano
Entre o Caos e o Cosmos
8sábado, março 27, 2010 by Sanderson Moreira
Outrora soprava um vento forte
de coisas novas que chegavam
chegavam sem bater à porta
Vinham coisas, pessoas, palavras, sentimentos, crises,
vazios...
silêncios meus.. Reações covardes
(ou métodos de auto-libertação,
proteção)
pensamentos clássicos e quânticos...
questionamentos complexos e primitivos...
E foi então que a ventania parou,
As nuvens se dissiparam e os horizontes emergiram tão nítidos aos olhos
como raios de Sol que agridem
os tenros olhos de um recém-nascido
E agora sopra docemente uma brisa...
És o farol ao mar e o porto à espera
Eu me acheguei a Você
Quando não há mais lógica
ou linha de pensamento
Quando não há mais métodos
e leis não surtem efeito
Quando não há mais arte
e todo script é mero erro
Eu simplesmente me encontro em Você
E permito-me ser liberto
das minhas algemas racionais,
da prisão dos meus sentimentos
Quando não há porque permanecer
e mesmo assim, lugar nenhum pr'onde correr
Quando não há pílulas anti-caos
Ou todo meio de cura mostra-se paliativo
Quando o sabor se torna agridoce
e tudo oscila entre chorar ou rir
levantar ou cair
permitir e banir
continuar, desistir...
dor e prazer...
(porém nada pleno)
Eu me vejo em teus braços, como bebê
Entre o caos e o cosmos, eu escolho Você
Pois rejeito a aleatoriedade que me deteriora
E renego viver sob o que os mortais constituíram
(Após um hiato de 1 mês... Um poema como recompensa!)
Category poemas
Auto-libertação: cantar
5sexta-feira, fevereiro 19, 2010 by Sanderson Moreira
Category dias cinzentos, música
Culpem o Astro-Rei!!!
9terça-feira, janeiro 26, 2010 by Sanderson Moreira
Já falei que sou apaixonado por dias cinzentos? Classifico dias cinzentos (perfeitamente cinzentos) aqueles nos quais o firmamento aparenta-se estavelmente nublado, sem possibilidade de chuvas súbitas, com claridade agradável e temperatura amena. Estes são propícios para manifestações nostálgicas, como escutar músicas de alguns cinco anos atrás, lembrar de coisas legais do passado ou ler coisas antigas que escrevi. Inspiram-me também a buscar coisas novas, novos sons, novos points na web como blogs e temas de pesquisa. Um bom upgrade.
Category dias cinzentos, música, praia
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