Filosofia Noturna

6

domingo, agosto 22, 2010 by

Após um tempo de quase um mês, retorno eu com mais algumas linhas do meu filosofar cotidiano... Essas eu escrevi há um tempo, é uma reflexão. Confesso que tenho escrito muito no meu Tumblr, talvez porque eu prefira usá-lo mais para escrever postagens curtas, sucintas e objetivas.

"À noite eu tento me entender. Me vejo no silêncio, na ausência do que me fere, do que me rouba a vida. Me pego conversando com Deus. Conto-lhe minhas filosofias, numa tentativa louca de desembaraçar o emaranhado de sentimentos e pensamentos. Julgo pessoas, fatos e a mim mesmo. Contruo, desconstruo, deleto e recupero alguns ítens da lixeira. É como se um espelho se pusesse diante de mim ao fechar dos meus olhos. No entanto, o homenzinho é vencido pelo sono. Às vezes esquece-se de se despedir de Deus, lhe dizer boa noite, talvez por ser derrotado pelo muito filosofar, talvez cansado dessa luta fútil. Pensamentos, sentimentos, pessoas são apagados. Durante o sono é que se é feliz, livre. E quando o sol acorda, despertando junto com ele bilhares, é hora de reinciar o sistema, reprogramar-se, e sobreviver; sobreviver para apenas ter novamente a oportunidade de se entender ao anoitecer; eis a pífia glória dos meus dias."


Pandora e as pessoas "não-mais" especiais

8

sábado, julho 17, 2010 by

     Essa semana foi uma semana normal, pelo menos, estava sendo. Há pouco senti-me como se um vácuo estivesse se apoderando de meu interior. Um vazio súbito. Catei todas as minhas filosofias desta semana e calhei a mergulhar nelas novamente. O resultado de uma semana toda foi uma sexta-feira gris, frustrada e que deveria ser um dia mais feliz mas que não foi. Afinal, é aniversário de uma das pessoas mais especiais pra mim, um dos amigos mais preciosos que tenho. Mas, mesmo assim, isso não foi possível.
     Ontem a noite eu filosofava a respeito das pessoas especiais. Ouso dizer que, tenho perdido o medo de dar delete no status "especial/vip" de algumas pessoas na minha vida. Foi um processo. Tem sido um processo. Não tem sido doloroso, mas sim natural. Para mim, antigamente, se uma pessoa era denominada por mim como especial, ela deveria ser especial pra mim pra sempre. Quando eu via que isso não iria ocorrer, eu me entristecia e me culpava. Logo, rotular pessoas, com quaisquer que sejam os rótulos, tornou-se uma tarefa difícil e desafiadora para mim. Com o tempo perdi o medo de rotular algumas como amigos e mesmo assim já foi difícil. Ontem parei para olhar algumas das últimas páginas da minha vida. Deparei-me com alguns capítulos densos e desagradáveis de serem lidos, mas, mesmo assim, tive que lê-los. Vi que algumas pessoas só ficaram na história; hoje, elas são apenas meras lacunas. Pessoas que outrora chamei de especiais. Vi que estava acabando por deletá-las da minha special list. Bem, isso não me doeu muito, mas meses atrás só de pensar que isto estava por acontecer  inevitavelmente, eu já sentia as dores. Acho hoje que, tais pessoas tiveram o seu momento de especiais. Hoje elas não são. Já foram. Logo, não cabe mais o emprego desse rótulo sobre elas. Mas confesso ser triste. Poderiam ter perdido esse título de uma forma mais amena, e não da forma como as coisas tem acontecido. Não tenho mais medo de ter talvez errado ao chamá-las de especiais. No momento, eu as achava sim. Hoje, nem tanto. Ou melhor, elas são especiais no passado, mas o status não perdurou com o decorrer do tempo. Só me falta achar um novo status para dar a elas.
  Hoje foi tenso. Me deram nota errada em uma disciplina, não achei o professor ao tentar solucionar esse problema, não fiz praticamente nada hoje, não pensei em coisas legais, as músicas que ouvi foram as mesmas, tive que passar a sufocante situação de ignorar pessoas não mais especiais pra mim - essa perda de status se deu de uma forma desagradável -. De bom, só o cinza do dia. Um dia sem sabor, sem cor, sem momentos expoentes. O que me doeu mais foi com relação as pessoas. Penso em como elas podem te ignorar facilmente. Apesar de tudo, elas não falam mais com você. Na verdade, acho que existe uma lei ou princípio, postulado, seja lá o que for, que diga que "você é quem tem que correr atrás das pessoas, a iniciativa tem que ser sua, porque a outra não vai se importar com você naturalmente, de forma interessada, não. É mais fácil pra elas que você se mostre interessado e preocupado com elas." Esse princípio viola a lei do fluxo da amizade: só há amizade de há reciprocidade, não importa de que forma; só há relacionamento se ambas as partes estão sintonizadas à mesma frequência. Acho que a minha frequência se perdeu do alcance da antena de algumas pessoas. Confesso que isso me pesa um pouco, me entristece, mas não sinto necessidade extrema de me achegar a elas e pedir desculpas, até mesmo, porque não há culpados. Só deve existir relacionamento se o outro também quiser.
     Há tantas demandas, tantos resultados para apresentar, tantas obrigações, respostas aos mais diversos estímulos, cobranças, grilhões, controles. Chego a pensar até mesmo pra quem eu realmente faço essas tantas coisas. São pras pessoas que me cobram direta ou indiretamente, pra que tudo saia de tal forma que o objetivo desses terceiros seja alcançado ou por uma satisfação pessoal e espiritual ou seja lá o que for? Eu preciso descansar. Descansar em Deus, preciso desembaraçar esse emaranhado de idéias, conflitos e dualidades que beiram a me dar um tilt. É como se eu tivesse aberto a caixinha de Pandora. O caos se instaurou de tal forma na minha cabeça que acabei quase entrando em parafuso. Ao mesmo tempo, abri os olhos para realidades. Talvez esse caos leve ao cosmos, à ordem ansiada. Talvez seja um crescer. Não sei onde isso tudo vai dar, mas há um Amigão comigo. Ele tem me ajudado, dia após dia, e Ele inspirou uma pessoa há milênios atrás pra me dizer que a angústia dura só uma noite, mas na manhã vem sempre o sentimento bom de alegria. E vale a pena ressaltar que posso contar com a Esperança que restou dentro da caixinha.


Physique

5

segunda-feira, julho 12, 2010 by

      Esse surgiu de uma forma especial. Foi em uma das aulas que tive no Instituto de Física da UERJ, uma disciplina que trata sobre Ensino de Física. A professora pediu uma criação nossa, e lá fui eu me meter na idéia de fazer um poema. E com algumas ajudadas da minha querida amiga Glaucita e mais alguns reajustes e inspirações em casa, tem-se isto:


"Un dimanche après-midi à l'Île de la Grande Jatte", de George Seurat

Ponto, reta e espaço
Do micro faz-se o macro
pontos e pontos:
retrato
como células num corpo
são os átomos

A Ciência no ser,
no viver, no respirar
Nos planetas de Galileu
e nas telas de Seurat*

Entrópica realidade;
A vida e suas variáveis;
sem leis, provas ou teorias.
Apenas se vive.

Mas nela vejo tanta ciência,
tanta beleza...
E tem gente que ainda diz que não...!

Ciência de acordes e tons,
dos mui terabytes,
incertezas, nãos e "por quês"

Movimento, carga, calor,
partículas com cor e sabor
luz, ondas, quanta
quanta coisa!
quanto saber!
Física não é mera equação
é a essencia, do ser, o coração
que pulsa a natureza
e faz-nos perceber
que nada é certeza
nem mera coincidência.

George Seurat foi um dos principais artistas do Pontilhismo, uma técnica artística de pintar quadros usando minúsculos pontos de cores primárias sobre a tela. Dá um efeito lindo. Pura Óptica. Pesquisem sobre. Fiquei encantado com isso! E também, porque é tema do meu seminário pra essa semana, hahaha!


...É só entrar no Jardim...

7

terça-feira, junho 29, 2010 by

     Escrito originalmente em 16/05/10, quando meus olhos e meu coração, um dia antes, constataram que não teria aquilo que ansiava. Início de um processo crítico de desconstruição de sentimentos e elusivos sonhos.


     O que fazer quando um sonho está aos pedaços e não há superbonder pra colá-los novamente? O que fazer quando a dor vem e não ninguém a quem culpar por isso? Alguém sabe a dor, imensa dor, de ter que, subtamente, construir um holocausto para sua esperança, oh tão nutrida esperança? Incinerar sentimentos, a longo prazo, como numa tortura infindável? Sabe quando suas dores não cabem mais nos bolsos de sua calça e parecem rasgar o coração? Quando toda sua teoria é refutada, toda previsão se frustra, quando tudo o que sentiu parece ter sido placebo? Foi tudo real ou foi meramente ilusão, ilusão que me fez bem e deu fermento de comer à minha esperança? Enfim, eu não sei. Se meu coração se partiu, alguém o fará de novo. E eu o conheço. Porque foi Ele quem fez esse coração. Ele fez com barro, e não com pedra ou metal preciosos, estranho não? Mas Ele me chama no deserto, onde eu vou aprender. E eu só aprendo quando saio quebrado. Eu descobri que eu sou todo de barro, assim como meu coração. Aí ele vem, pega os cacos, molha com a água dEle, e me molda de novo. Quando a esperança se vai, nasce uma nova. Quando a dor expande, parecendo que vai me sufocar, a Sua paz me preenche. É quando eu olho ao redor e vejo que, tudo pode passar, mas, Ele sempre vai permanecer ali, me esperando no Jardim, um lugar onde eu vou sempre achá-lo. As suas palavras são sempre verdadeiras. Eu percebo que, a única razão do meu respirar, é adoração a Ele, uma adoração sem fim, como se cada fôlego fosse um louvor, como se cada passo levasse a um relacionamento mais íntimo e sincero com Ele.
     Aprendi que só Você importa. Tudo o mais, vem de Você. E o que não vem, passará como a névoa. Mas em Seus braços, eu vou sempre estar, ansiando pelo Seu Jardim. Ah, quer saber o que se deve fazer? É só entrar no Jardim.


Congresso Estudantil Alfa e Ômega 2010

5

terça-feira, junho 15, 2010 by

Hi! =D

       Faz um tempinho que não posto algo. E o que irei postar aqui não poderia ficar de lado. Trata-se de mais um daqueles momentos especiais que são preparados pra gente e que levamos pra vida toda. Tenho aprendido isso. Não é mais como antigamente, quando eu ia a um evento jovem, um congresso, vivia intensamente tudo o que se pregava ali e após umas semanas minha vida voltava à mesmice. Tem sido diferente, muito diferente. Posso dizer que, depois de ter chegado desse evento - Congresso Estudantil Alfa e Ômega 2010 -, Deus tem feito maravilhas e tenho conseguido não só contemplá-las, mas vivê-las. Seguem abaixo dois "scraps" de momentos que vivi ali, naqueles tão fantásticos 4 dias. O primeiro, é um poema, e foi escrito em um momento de oração. Não conseguia falar, só escrever na hora, então, orei escrevendo. O segundo é uma oração também, tão profunda quanto a outra.

CANÇÃO DA CRIATURA AMADA (05/06/10)
________________________________
Você vê o que quero que ninguém veja
e me ama assim mesmo
Você preencheu em mim um vazio
maior que o do Universo
e habita em meu ser

És o meu Sol
e me aqueces
O teu querer me governa
Assentas no trono do meu coração

Você é o que eu sempre precisei
Buscava um oásis e em Ti achei rios
e minha alma dança
A alegria por Te conhecer
não poderia comprar;
eu a ganhei por me amar
Uau!



      "Oh Deus Te louvo pelo teu amor, Tu mudaste meu interior", e agora eternamente grato sou, pelo amor, pela alegria, pela vida, pelas etecéteras e por esse congresso. Obrigado por este momento de alegria, aprendizado, paz e luz. Obrigado pelas interações. Que elas sejam tão fortes quanto as interações nucleares. Obrigado por ter encontrado e compartilhado com irmãos de vários cantos desse Brasil. É muito bom conviver em família. Foram momentos muito especiais e, certamente, nunca me esquecerei daquela ceia. Foi algo tão bíblico, tão verdadeiro, tão, sei lá, real e puro. Que a minha vida seja uma ceia e que, nela as pessoas possam achar um banquete, uma mesa, e que eles se assentem e que eu compartilhe de Cristo com elas. Que eu transforme cada lugar onde estiver em uma mesa, e que muitos comam do teu amor através de mim e sintam-se saciados (ou famintos por mais de Ti). Essa palavra de "assentar-se" a mesa também nunca vai sair da minha cabeça (nem do meu S2).
      Estou muito feliz também por estar dando mais um passo no Alfa e Ômega. Quero ajudar aos novos estudantes, abraçá-los, amá-los; a palavra que eu ouvi daquele jovem da Dakota do Sul, o Daniel, naquele Quebra-Gelo, foi fantástica. Quero também me achegar aos que ainda não compartilham de Ti; isso foi o que eu senti na quarta-feira (02/06) à noite, conversando com aquele jovem, tão inteligente e ao mesmo tempo tão necessitado de Ti. Senti que eu precisava, ou melhor, preciso, ouvir e interagir mais com essas pessoas, e que eu não posso deixar isso de lado, preciso de amigos que ainda não te conhecem; conhecê-los, conviver com eles e compartilhar vida, amor e Cristo.
      Falaste coisas incríveis durante esses meses: amor, alegria, dependência, interação, entre outras. Peço para que me ajude, dia a dia, para que a pressão da realidade, do mundo lá fora não me desanime ou me faça esmorecer. "Agora eu quero viver pra transmitir este amor que vem de Ti". Amém. (06/06/10)





Ressonância

3

quarta-feira, maio 12, 2010 by

Te seguirei no deserto
e na sequidão haverá oásis
Te seguirei na escuridão
e em meio ao caos terei clareza
Te seguirei na tempestade
e na tormenta sentirei a paz

Contigo me alegrarei na dor
E mesmo na angústia, feliz sou,
eu sei
E embora minha humanidade grite
com os sentimentos a explodir,
os pensamentos a me iludir
e a gravidade do mundo a me atrair,
não poderia ceder
A bússola da existência indica Você
Não há outro alguém a quem recorrer
Sempre estarei ao seu lado
com a certeza de que sou amado
- e eu também Te amo.

Insensato seria o caminhar
se eu não seguisse O Caminho.
Insensato seria o respirar
Se a Vida então não tivesse
Insensato seria o crer
Se a Verdade eu não conhecesse

Te vejo no pôr-do-sol
e na ciência que me elucida
Te ouço nos livros que leio,
e no silêncio como uma poesia
Contemplo Teu todo
nas partes que me rodeiam
E Te amar vai mais além do que uma canção
mais que a alegre dança que há em meu coração

Te vejo no início e no fim de tudo
Nos acordes e nas longas pausas de semibreve
no perecer e na esperança ao fim do túnel
nas tardes cinzentas e nos momentos breves.

Tudo que sempre precisei fazer
foi ajustar a frequência do meu ser
à frequência do Teu perfeito querer
e soar a mais bela canção pra Você


(escrito originalmente em 24/04/10)



Eu julgo, tu julgas, eles julgam...

5

sábado, abril 17, 2010 by

       Acordo e vou parar diante da tela de meu laptop. Aos poucos, atento-me aos sons que permeiam o ambiente. Percussões, vozes, "sons televisivos", estalos. Juntamente vêm as conversas, as quais infelizmente adentram nossas casas, invadem nosso recinto e, não obstante, nossos ouvidos. Não posso culpabilizá-las; são meras ondas sonoras. A culpa é de suas fontes. Essas fontes julgam, e julgam sem saber coisa alguma sobre seus objetos de julgamento. São conhecidos, vizinhos, parentes... talvez até Deus, sei lá. Isso me fez pensar: "como essas pessoas só querem saber de condenar; podiam estar fazendo algo útil, cuidar de suas vidas, tocá-las adiante". Algo que é 100% conclusivo é que estas conversas infames acabam chegando em (ou girando em torno de) um ponto comum: dinheiro.
     Ultimamente as pessoas têm falado comigo muito a respeito de julgar. Alguns sentem-se constantemente julgados (e mal-interpretados), outros - como eu - confesam julgar as pessoas, outras preferem continuar na conversa fiada de que não julgam (#detestopessoasperfeitas).
  Para mim, julgar é algo inevitável; faz parte do ser humano. Julgamos o tempo todo. Eu julgo pois preciso disso para ter uma visão crítica da coisa, para ter uma noção do que está acontecendo e me posicionar. Mas faço um julgamento sadio (I believe), uma forma de tentar entender as pessoas, saca? Mas confesso que isto talvez não seja uma ferramenta muito eficiente. A cada dia descubro que, de fato, as pessoas são equações não muito triviais, e achar a linha lógica da coisa, obter uma solução geral para elas é algo quase impossível. E é aí que nos frustramos e seu julgamento acaba virando uma espécie de metodologia científica, onde você levanta várias hipóteses sobre o indivíduo e tenta formular leis gerais para tal. Aí você vai para o laboratório da vida real e quebra a cara, pois se surpreende ao saber que está faltando algo na sua lei geral. Talvez uma simples constante, ou um termo adicional, ou você esqueceu uma variável vital na coisa toda. E o que você faz? Novas hipóteses, novos experimentos, leis refutadas... E você desiste disso. Você prefere viver em harmonia com o desconhecido (você pode tentar se afastar também; as vezes o faço para fugir da sensação de confusão). As pessoas continuarão sendo meras equações e você nunca saberá quantas variáveis aquele sistema tão complexo possui. É, bem-vindo ao mundo da complexidade. Onde determinismo nenhum de fato impera ou tudo muito quântico ainda aguarda uma explicação. Onde tudo as vezes é muito relativo ou tão óbvio, talvez. Talvez tudo seja muito simples, mas nossa complexibilidade humana desconstrua isso para construir um cosmos caótico.
  Creio que, julgar não deva consistir em um ato de determinar, bater o martelo e dizer se alguém é bom ou ruim, mas é uma forma de diagnóstico, é um levantamento de como você vê as coisas e as pessoas (vide dicionário). Para mim é uma formulação de hipóteses, pois baseamo-nos naquilo que conhecemos. Julgo em um processo de conhecimento, de estabelecimento e desenvolvimento de relacionamentos. Tento entender as pessoas, mas, cheguei a um ponto no qual reconheço que isso não funciona muito. Há pessoas que julgam sem conhecer e com uma finaldade negativa. Isso é condenação. As pessoas condenam antes de julgar, de avaliar. Talvez, acho que sempre, melhor que o julgar seja o compreender. Compreensão é algo muito difícil, à primeira vista, mas, se você parar pra pensar e considerar que todos somos humanos, que somos essa rede bizarra de complexibilidades, você tenha mais facilidade em tolerar, sem condenar o próximo, sem dar validade absoluta aos seus julgamentos, os quais nunca vão ser exatos. Isso é compreensão, é ver o outro como humano, que nem você.